A ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt fez um apelo ontem para que os líderes da América Latina pressionem as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para abandonar a luta armada. Em Madri, ela ainda disse que há espaço para as Farc na política colombiana "se eles abandonarem as armas". "Mais do que mediação, o que precisamos é de pressão, pressão sobre as Farc de todos os nossos amigos latino-americanos", disse Betancourt, citando os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia), Michelle Bachelet (Chile), Cristina Kirchner (Argentina) e Lula. "Assim como eles [os presidentes], muitos deles de esquerda, chegaram em seus países pela via democrática, nós também na Colômbia merecemos que nos dêem a oportunidade que, se querem [as Farc] chegar à Presidência para mudar as coisas, o façam pela via democrática e não matando", disse a ex-refém da guerrilha. Betancourt disse também que "há espaço para eles [as Farc] na Colômbia, para viver como colombianos e defender suas idéias. Mas devem escolher, [pois] não pode haver espaço para os que seqüestram, que se dedicam ao narcotráfico", completou. Betancourt reiterou que não vai concorrer à Presidência da Colômbia outra vez e que há outras formas de ela ajudar a Colômbia. A franco-colombiana foi recebida nesta quarta pelo rei da Espanha, Juan Carlos, no Palácio de Zarzuela.