MUNDO
Sexta-feira, 13 de Maio de 2011, 20h:05
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VIOLÊNCIA
Atentado a bomba mata 80 no Paquistão
Taleban paquistanês reivindica o atentado. Autoridades dos Estados Unidos interrogam três viúvas de Bin Laden, mas elas não fazem revelações
Da Agência Lusa
Com Redação
Um ataque a bomba na manhã de ontem contra uma academia paramilitar no Noroeste do Paquistão matou ao menos 80 pessoas. Várias pessoas ficaram feridas no atentado, cujo alvo foi um centro de treinamento em Shabqadar, no distrito de Charsadda. A cidade de Shabqadar fica na fronteira do Paquistão com o Afeganistão, uma das áreas mais violentas da região. O Talibã paquistanês assumiu a autoria do atentado e disse que foi uma vingança pela morte do líder e fundador do Al Qaeda, Osama Bin Laden, no último dia 1º, por forças especiais norte-americanas. Segundo as autoridades, a maioria das vítimas era recruta, mas há também pelo menos quatro civis mortos. Os feridos foram levados a um hospital próximo, e as forças de segurança isolaram a região. A cidade de Shabqadar fica na fronteira com o Afeganistão, a cerca de 35 quilômetros a noroeste de Peshawar. Na região, as forças de segurança lutam contra o Talibã e sofrem frequentes ataques desse tipo. Porém, os de hoje foram considerados os mais violentos. De acordo com especialistas, o Exército do Paquistão é alvo de críticas desde a operação que matou Bin Laden. INTERROGATÓRIOS Três viúvas do líder e fundador da Al Qaeda, Osama Bin Laden, morto há 12 dias, foram interrogadas por agentes norte-americanos. As mulheres estão detidas no Paquistão, onde Bin Laden foi capturado e morto por forças especiais dos Estados Unidos, no último dia 1º. Segundo as autoridades, as mulheres foram interrogadas juntas, embora os norte-americanos pretendessem tomar depoimentos individuais. Segundo as autoridades, as viúvas tiveram um comportamento abertamente hostil em relação aos agentes que as interrogaram. A mais velha das três foi a única a falar e não forneceu detalhes aos norte-americanos. Funcionários do governo do Paquistão acompanharam os interrogatórios. EXTRADIÇÃO Há três dias, o governo paquistanês informou que não recebeu pedidos de extradição por parte do Iêmen nem da Arábia Saudita - países de origem das viúvas de Bin Laden. Além das mulheres do líder, estavam na casa onde Bin Laden foi morto 13 filhos dele. Segundo responsáveis pela área de segurança do Paquistão, a mais nova das três viúvas, a iemenita Amal Ahmed Abdulfattah, de 29 anos, que foi ferida a bala durante o ataque no último dia 1º, disse aos agentes paquistaneses que ela vivia no país com o marido e os filhos há cinco anos. A presença de Bin Laden na cidade de Abbottabad, a 100 quilômetros de Islamabad, capital paquistanesa, fez as autoridades norte-americanas terem dúvidas sobre a participação do governo do Paquistão na proteção do líder. Na cidade onde morava Bin Laden viviam cerca de 10 mil militares.