MUNDO
Terça-feira, 25 de Outubro de 2011, 19h:19
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ONU
Assembleia Geral exige o fim de embargo contra Cuba
A Assembleia Geral da ONU exigiu ontem o fim do embargo comercial, econômico e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba desde 1962. Em meio a fortes críticas dos Estados Unidos, a resolução anual foi aprovada por 186 votos contra dois - dos EUA e de seu aliado Israel - com três abstenções. No ano passado, foram 187 votos a favor. Esta foi a 20ª vez que o governo cubano apresentou um projeto de resolução no organismo internacional para pedir o fim das sanções americanas contra a ilha. "O dano econômico direto contra o povo cubano supera os US$ 975 bilhões", disse Bruno Rodríguez ao defender a resolução que condena o embargo e exige seu fim diante da Assembleia Geral reunida em Nova York. Rodríguez lembrou que em 1991 e no ano seguinte foi incluída pela primeira vez a questão de eliminar o bloqueio contra Cuba, em um momento em que os Estados Unidos pretendiam com "cruel oportunismo" apertar o cerco contra a ilha, após a queda do bloco soviético. "É inacreditável o fato de que, 20 anos depois, esta Assembleia continue considerando este assunto", completou, reiterando que "os Estados Unidos nunca ocultaram que seu objetivo é derrubar o governo revolucionário" cubano. Por sua vez, o representante dos Estados Unidos, Ron Godard, declarou que esta resolução busca "confundir e obscurecer", e insistiu que o embargo é uma "questão bilateral". A primeira intervenção na Assembleia Geral de ontem ficou a cargo da Argentina, cujo representante, Diego Limeres, afirmou que apesar das promessas e medidas anunciadas no ano passado pela administração do presidente Barack Obama, "o embargo continua em grande parte sem mudanças". "Começaram a tomar passos na direção correta, mas já se passou um ano e as medidas tiveram efeito limitado. O embargo segue sendo aplicado", disse Limeres. FIDEL Em um artigo sob o título de "Reflexões", publicado pela imprensa oficial cubana, o ex-presidente Fidel Castro disse acreditar que o debate sobre o embargo dos Estados Unidos contra a ilha mostraria a necessidade de acabar com o bloqueio e com um sistema que "gera injustiça" no planeta e arrisca a sobrevivência humana. "Seguiremos com essa batalha que colocará em evidência, mais uma vez, a necessidade de pôr fim não só ao bloqueio, mas ao sistema que engendra a injustiça em nosso planeta, dilapida seus recursos naturais e põe em risco a sobrevivência humana", escreveu Fidel no artigo.