NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

MUNDO
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012, 19h:27

GRÉCIA

Aprovada lei de reestruturação da dívida

Um pacote de € 130 bilhões é vital para que esse país não seja forçado a cair num calote, já que possui bilhões em dívidas a vencer no curto prazo.

O parlamento grego aprovou ontem o plano de reestruturação da dívida em mãos de credores privados, uma das principais condições para que o país mediterrâneo tenha acesso aos € 130 bilhões (cerca de US$ 170 bilhões) previstos no acordo de resgate financeiro acertado com o FMI e a UE. O pacote de € 130 bilhões é vital para que esse país não seja forçado a cair num calote, já que possui bilhões em dívidas a vencer no curto prazo. Os financiadores do país - o bloco europeu e FMI - exigem que a Grécia se comprometa com um rigoroso plano de cortes dos gastos públicos, alvo de violentas manifestações populares na capital Atenas. E além disso, que o país consiga chegar a um acordo para reduzir a dívida, por meio de um perdão voluntário dos seus credores privados. A meta é de que o país reduza o tamanho do seu endividamento, que hoje corresponde a 160% do PIB nacional- para 120%, até 2020. O acordo aprovado hoje pelo parlamento vai permitir uma redução de € 100 bilhões (cerca de US$ 130 bilhões) da dívida grega. A proposta, já discutida com representantes dos detentores de títulos gregos, deve ser formalmente apresentada hoje, e executada até 12 de março, poucos dias antes de um importante vencimento - um pagamento de € 14,5 bilhões programado para o dia 20. "Com a aprovação dessa lei, o parlamento vai permitir que comecemos a sair do 'olho do furacão'", disse o ministro das Finanças grego Evangelos Venizelos, a parlamentares. "Para obtermos sucesso, temos de ser unidos, sérios, confiáveis, persistentes, e trabalhamos, trabalharmos e trabalharmos", acrescentou. PLANO O plano de reestruturação da dívida do país, autorizado pelo Eurogrupo na noite de segunda para terça-feira junto ao novo crédito de € 130 bilhões de euros, significará o perdão de 107 bilhões, ou seja, 53,5% do montante dos bônus nas mãos dos grandes bancos privados e dos fundos de investimento. Os bônus serão substituídos por novos títulos gregos pelo valor de 30,5% dos atuais mais outros com valor de 15% emitidos pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês). O projeto de lei sobre o corte da dívida inclui um mecanismo chamado CAC (Cláusula de Ação Coletiva) que permitirá obrigar os credores da dívida helena aceitar os cortes. A Comissão Europeia revelou ontem que estima mais um ano de recessão para a Grécia, que já vem de quatro anos consecutivos de contração do PIB. Analistas não acreditam que as medidas de austeridade fiscal ajudem o país a voltar a crescer, enquanto enfrenta uma taxa de desemprego da ordem de 20%. O acordo com a União Europeia e o FMI, no entanto, ajuda o bloco europeu a ganhar o tempo para evitar um "default" grego, uma das principais ameaças que rondam o Velho Continente no curto prazo. Um calote grego, além de consequências dramáticas para a já combalida desse país, também pode prejudicar o restante do continente. Economistas avaliam que outros países em situação financeira delicada, como Portugal e Irlanda, fatalmente seriam afetados: as fontes de financiamento no setor privado fatalmente secariam, devido a um aumento generalizado da aversão ao risco entre os grandes investidores - os habituais compradores de títulos de dívida emitidos pelas nações.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL