MUNDO
Quinta-feira, 14 de Abril de 2011, 20h:57
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RENÚNCIA
Após desastre, oposição pressiona premiê do Japão
Alvo de críticas da oposição e de organismos internacionais pelo gerenciamento da crise no Japão após o tremor seguido de tsunami do dia 11 de março e o desastre nuclear na usina de Fukushima, o premiê japonês Naoto Kan também passou a ser pressionado para que renuncie ao cargo. Kan, cujo apoio popular está na casa de 30%, havia buscado uma ampla coalizão para ajudar o país a se recuperar de seu pior desastre natural e aprovar leis para financiar o maior projeto de reconstrução desde a 2ª Guerra Mundial. O Partido Democrata, de Kan, controle a câmara baixa do parlamento, mas precisa da oposição para aprovar leis porque não detém a maioria na câmara alta, o que pode bloquear os projetos. Ontem, no entanto, o chefe do maior partido de oposição, o Partido Liberal Democrática (LDP na sigla em inglês) - que na semana passada descartou uma ações conjuntas com o governo-- aumentou a pressão sobre Kan. "Chegou a hora [de o primeiro-ministro] decidir se fica ou sai", disse Sadakazu Tanigaki em entrevista coletiva, segundo a agência de notícias Kyodo. O comentário de Tanigaki reflete a visão de muitos de seu partido conservador de que Kan deve se retirar como pré-condição para qualquer coalizão, assim como uma esperança de que as críticas a Kan dentro de seu próprio Partido Democrata (PD) aumentem depois que Ichiro Ozawa, um dos líderes da legenda governista, repreendeu o premiê pela sua condução da crise. Takeo Nishioka, presidente da câmara alta e crítico notório de Kan entre os democratas, também exortou o líder de governo a renunciar, disse a Kyodo. Kan, entretanto, que assumiu em junho como o quinto líder do Japão desde 2006, não deve sair facilmente, e os partidos de oposição podem se ver atacados se tentarem fazer chantagem política com o orçamento de emergência, dizem analistas. "Kan provavelmente irá ignorar isso", afirmou Koichi Nakano, professor da Universidade de Sophia. "Se eles (críticos de Kan) pensassem no interesse nacional, fariam isso agora?".