MUNDO
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009, 20h:12
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COLUMBINE
Americanos lembram uma década do massacre
No dia 20 de abril de 1999, os adolescentes Eric Harris e Dylan Klebold invadiram a escola Columbine High School armados, matando pessoas a esmo e depois se suicidando
Os americanos marcam, ontem, os 10 anos do massacre de Columbine, em que dois alunos de um colégio no Estado do Colorado mataram 12 alunos e um professor. A escola Columbine High School, onde ocorreu o massacre, não abriu ontem, em homenagem aos mortos. Uma sessão especial de lembrança da tragédia está marcada para esta segunda-feira na cidade. No dia 20 de abril de 1999, os adolescentes Eric Harris e Dylan Klebold invadiram a escola armados, matando pessoas a esmo e depois se suicidando. No domingo, centenas de pessoas participaram de uma vigília em um parque próximo à escola Columbine High School. "Esta é uma hora para a comunidade voltar a se unir como ela fez há 10 anos, no dia das mortes", afirmou Kreiling. A filha de Dave Sanders, o único professor morto no episódio, disse que o aniversário de 10 anos da tragédia é o momento certo para finalmente deixar o caso para trás. "Nós passamos os últimos 10 anos lembrando o dia da sua morte. Eu acho que de agora em diante, vamos tentar é celebrar a sua vida", disse Connie Sanders. Na sexta-feira, o governador de Colorado, Bill Ritter, ordenou que as bandeiras fossem hasteadas a meio pau em prédios públicos. O massacre de Columbine reabriu o debate sobre porte de armas nos Estados Unidos, um tema que é polêmico até hoje. Desde Columbine, outros massacre do tipo aconteceram no país, entre eles o da Universidade de Virginia Tech, onde 32 pessoas foram mortas por um estudante em abril de 2007. HISTÓRICO Segundo a rede CNN, o massacre de Columbine causou grande atração midiática, principalmente quando as equipes de operações especiais da polícia cercaram a escola, ajudaram dezenas de alunos, empregados e professores a escapar, e encontraram Klebold e Harris mortos. Imediatamente, começou um acalorado debate sobre a facilidade de acesso a armas de fogo, a influência dos videogames violentos nas mentes dos jovens, e a atenção ou falta dela por parte de pais em direção aos filhos com conflitos emocionais ou problemas psicológicos. Na versão apressada que surgiu do ataque em Columbine emergiram rumores: que uma menina tinha sido morta após dizer que acreditava em Deus, ou que Klebold e Harris se sentiam vítimas de abusos de outros estudantes. Estas duas afirmações, e o suposto fascínio dos dois com jogos "góticos" de fantasia e vídeos, foram negadas por investigadores, embora permaneçam na mente do público. ANÁLISES O estudo das mensagens deixadas pelos suicidas e uma análise das ações de ambos, planejadas durante mais de um ano, mostram que Harris e Klebold queriam causar um massacre generalizado que superasse em violência o cometido em 1995 por Timothy McVeigh em Oklahoma City. Esse, que continua sendo o ataque terrorista mais mortífero cometido por um indivíduo nos Estados Unidos, deixou 168 mortos e 800 feridos. Mas, ao contrário de Mcveigh, que tinha uma motivação política, Harris e Klebold só queriam terminar seus dias em uma hecatombe.