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MUNDO
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014, 20h:12

JORNALISTA DECAPITADO

Americanos confirmam a autenticidade de vídeo

Nas imagens divulgadas, ele é morto por um homem encapuzado

A Casa Branca confirmou ontem a autenticidade do vídeo divulgado pelo grupo extremista Estado Islâmico que mostra o jornalista americano James Foley sendo decapitado por radicais islâmicos no Iraque. Foley era repórter do site GlobalPost na guerra civil na Síria quando foi sequestrado por rebeldes em novembro de 2012. Nas imagens, ele é morto por um homem encapuzado, ao lado de Steven Sotloff, outro jornalista americano sequestrado. Em discurso pouco após a confirmação, o presidente Barack Obama disse que prestou suas condolências à família de Foley. O mandatário considerou a morte abominável e declarou que os EUA continuarão a enfrentar o Estado Islâmico. "[Os militantes do grupo] são um câncer e sua ideologia arruinada destrói qualquer definição de comportamento civilizado. Não podemos ficar parados em relação ao genocídio que fazem todos os dias", disse. A autenticidade do vídeo foi confirmada por agentes de inteligência do governo americano. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, interrompeu suas férias devido à suspeita de que o extremista responsável pela morte seja do Reino Unido. No vídeo, ele fala em inglês com sotaque britânico. O secretário das Relações Exteriores, Philip Hammond, disse que sua equipe trabalha na identificação do responsável e que não se surpreendeu ao ouvir o sotaque, já que Londres investiga a infiltração de cidadãos britânicos no Estado Islâmico. GRUPO TERRORISTA Em julho, o Estado Islâmico declarou ter feito um califado entre territórios dominados pelo grupo no Iraque e na Síria. A ação dos extremistas começou a crescer no ano passado, com o domínio de áreas de rebeldes sírios moderados. No Iraque, o apogeu do grupo ocorreu a partir de junho, com o domínio do oeste do país, em especial cidades como Mossul e Tikrit. Por onde passam, obrigam os moradores a seguir sua visão radical do islamismo e matam os que se recusam. Há duas semanas, os Estados Unidos começaram a bombardear posições do grupo extremista tentar dominar o Curdistão iraquiano e provocar o êxodo de milhares de pessoas de minorias étnico-religiosas, como os yazidis e os cristãos. Na sexta, os Estados Unidos fizeram ataques com aviões não tripulados a áreas dominadas pelo Estado Islâmico perto do dique de Mossul e no Curdistão iraquiano. A intenção é ajudas as forças curdas e iraquianas a retomar o controle da região.

Edição EDIÇÃO 16962




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