A Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, comemorou ontem a captura de Saif al Islam, filho de Muammar khadafi, e do ex-chefe dos serviços de inteligência da Líbia, Abdullah al Senusi, mas ressaltou que os dois devem ser presos em condições humanas e julgados de maneira justa. Após o início dos conflitos no país árabe, Al Islam se tornou o porta-voz do regime de Khadafi. Ele foi preso há dois dias no sul da Líbia. "A detenção do filho de Muammar Khadafi e do antigo diretor de Inteligência Militar tem um enorme significado para o futuro da Justiça líbia", disse Navi em comunicado. A funcionária disse ainda que aplaude a promessa do primeiro-ministro líbio, que garantiu que Al Islam será tratado de acordo com os padrões internacionais. Navi afirmou que o povo da Líbia deve buscar reparações às violações aos direitos humanos cometidas durante as quatro décadas de ditadura de Khadafi. A comissária afirmou que o governo de transição deve colaborar com o Tribunal Penal Internacional (TPI), que acusa os dois presos de crimes contra a humanidade, para garantir que todos os culpados sejam punidos. O filho do ditador Muammar Khadafi, Saif al Islam tentou escapar da captura usando um disfarce e fingindo ser um criador de camelos. As informações foram divulgadas neste domingo pelo jornal britânico "Guardian". "Quando o capturamos, ele disse: 'Meu nome é Abdul Salem, sou um criador de camelos'", contou o comandante líbio Ahmed Amur ao jornal. "Foi uma loucura". A unidade de Amur, a brigada Abu Bakar al Sadiq, patrulhava a área desértica perto de Zintan, no sul da Líbia, há mais de um mês, e havia sido informada na semana passada que Al Islam estaria perto da cidade de Obari. "Sabíamos que se tratava de um alvo importante, mas não sabíamos exatamente quem era", contou.