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MUNDO
Terça-feira, 29 de Março de 2011, 20h:16

ORIENTE MÉDIO

Aliados decidem manter operações na Líbia

Pela primeira vez em dez dias de operações, os aviões da coalizão bombardearam a capital Trípoli durante o dia. Coalizão trata sobre armar os rebeldes

Ao fim da conferência de quase 40 países em Londres para debater as "direções políticas" que a Líbia deve seguir, o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen, comentou uma das principais questões pendentes após a reunião e disse que a aliança não pretende armar os rebeldes. POLÊMICA As posições divulgadas pelo chanceler britânico, William Hague, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, logo após o término do encontro deram a entender que o tema não havia sido debatido. Enquanto isso, na Líbia, pela primeira vez em dez dias de operações os aviões da coalizão bombardearam a capital Trípoli durante o dia. Os ataques ocorrem horas após as forças leais a Khadafi terem forçado os rebeldes a recuar. Entrevistado pela emissora britânica Sky News sobre a possibilidade de fornecer armamentos aos opositores líbios que combatem as forças leais ao ditador Maummar Khadafi, Rasmussen respondeu: "A resolução do Conselho de Segurança é clara: ela exige a imposição de um embargo sobre as armas. Nós estamos lá, então, para proteger a população e não para armá-la". CONDUÇÃO Rasmussen foi entrevistado ao término de uma reunião com a presença de quase 40 países e organizações, em Londres, que estabeleceu oficialmente um Grupo de Contato encarregado de conduzir politicamente as ações na Líbia. Embora o chanceler britânico tenha indicado em coletiva que o fornecimento de armas aos rebeldes não foi discutido na conferência, o premiê do Qatar, Xeque Hamad bin Jassim bin Jabr al Thani, sugeriu que outras ações podem ser consideradas caso os aliados cheguem à conclusão de que os ataques aéreos não são suficientes para conter os avanços de Khadafi. A França também se declarou pronta a discutir uma potencial ajuda militar aos rebeldes. FUTURO Em entrevista coletiva após a reunião em Londres, William Hague disse que não existe um futuro para o país com a presença de Khadafi. Ao lado do primeiro-ministro do Qatar, Xeque Hamad bin Jassim bin Jabr al Thani, Hague apresentou os principais temas discutidos na conferência e disse que as operações continuarão no país até que três condições sejam supridas pelo regime: um cessar-fogo total, o fim dos ataques aos civis e a permissão de ajuda humanitária aos atingidos. MUDANÇA Respondendo a perguntas, William Hague deixou claro que os objetivos da missão não incluem a mudança de regime e que até o momento os países que contribuem com a zona de exclusão aérea decidiram não armar a oposição, e sim manter somente os ataques aéreos contra as forças de Khadafi.

Edição EDIÇÃO 16961




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