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ILUSTRADO
Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2010, 20h:49

SHOW

White Lies se apresentou em São Paulo

Jotabê Medeiros
Agência Estado
Quando parecia que o ano de 2010 já tinha jogado todas suas fichas, eis que chegou ao Brasil pela primeira vez, o grupo britânico White Lies, que se apresentou ontem em São Paulo. Em apenas três anos, a banda transformou seu primeiro disco, "To Lose My Life", num grande sucesso. Desembarcou às vésperas de lançar "Ritual", seu segundo álbum, que chega ao mundo em 17 de janeiro. O White Lies tocou no evento Design for Humanity, organizado aqui pela grife Billabong, que celebrou moda, arte e música por meio de ações beneficentes. O evento, além do show do White Lies, teve mostra com obras das galerias Baró/Emma Thomas, Alma Surf e uma intervenção da Choque Cultural. Durante a noite a Billabong apresenta um preview de sua coleção de inverno. Falando sobre o novo disco, Charles Cave, baixista da banda (que tem ainda Harry McVeigh nos vocais e na guitarra, Jack Lawrence-Brown na bateria e Tommy Bowen nos teclados) demonstrou aborrecimento com a forma como o álbum tem sido descrito pela crítica ("Eles evoluíram de Joy Division para New Order"). "Não quisemos dar direção nenhuma. Sabemos que não há uma linha de chegada nesse negócio da pop music. O disco é, na verdade, uma busca de muitas direções, muitos desafios. Estamos confiantes nele", afirmou. A verdade é que, quando apareceram com a canção "To Lose My Life", o tecladinho lúgubre de fundo e o baixo marcado levaram a comparações imediatas. Críticos foram de referências recentes (Interpol, Killers, Editors e Snow Patrol) a antigas (Ultravox, Tears for Fears, Duran Duran, Big Country e U2). Cave acha que ninguém acertou. Para ele, é Talking Heads a maior influência da banda. O White Lies considera que há mais diversidade nesse disco, um espectro que vai de Tom Waits a Talking Heads. O baixista ficou aliviado em saber que está calor em São Paulo (o frio está de congelar lágrima na Europa) e Cave se mostrou louco para experimentar a famosa comida de São Paulo.

Edição EDIÇÃO 16961




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