ILUSTRADO
Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010, 19h:14
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ACHADO
Um manuscrito de Cassiano Ricardo
Igor Giannasi
Agência Estado
A 44.ª edição da Semana Cassiano Ricardo começou ontem (25/10), em São José dos Campos (SP), com um boa notícia para os apreciadores do poeta e jornalista modernista: os manuscritos originais e inéditos do seu último trabalho, "Dexistência", considerados perdidos, foram encontrados e devem ser publicados em edição de luxo no próximo ano. "De todos esses poetas da geração de 20, ele é o único que passa por todas as fases do Modernismo e chega até a poesia concreta", afirma o jornalista Julio Ottoboni, curador da Semana, que é realizada pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Ottoboni soube do livro, produzido entre os anos de 1972 e 1973, no final dos anos 1980 pela filha de Ricardo. A obra, inicialmente prevista para ter seis partes, como indica seu prefácio, não chegou a ser acabada pois o poeta faleceu no início de 1974, em 14 de janeiro, tendo finalizado quatro delas. O material foi descoberto por acaso, por um estagiário que ajuda Ottoboni na pesquisa de seu livro sobre o poeta - "Cassiano Ricardo - Poeta e Homem Plural" -, no próprio acervo do autor na Fundação. Apesar de não ter participado da Semana de Arte Moderna de 1922, Cassiano Ricardo, que nasceu em 26 de julho de 1895, em São José dos Campos, foi um dos líderes do movimento, ao lado de figuras como Manuel Bandeira, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Tarsila do Amaral, participando ativamente dos grupos "Verde e Amarelo" e "Anta" - fase nacionalista do poeta.