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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 24 de Julho de 2010, 11h:48

ARTES VISUAIS

Um artista ícone da cultura underground

São Paulo e Rio de Janeiro recebem 94 obras de mostra inédita, que marca os vinte anos da morte do artista, realizada em parceria com a Fundação Keith Haring

A partir de 31 de julho, a Litmedia Productions apresenta a exposição Keith Haring - Selected Works, com 94 obras de Keith Haring (1958-1990) nunca vistas no Brasil. Sua obra que tanto influencia a arte urbana atual fica em cartaz até 5 de setembro, na Caixa Cultural São Paulo. Depois, segue para o Rio de Janeiro de 28 de setembro a 14 de novembro, na Caixa Cultural Rio de Janeiro. Com expectativa de receber cerca de trinta mil pessoas por cidade, Selected Works revela a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de 55 serigrafias, nove gravuras, 29 litografias e uma xilogravura. A exposição percorre dois estados sob comando da produtora e curadora americana Sharon Battat, da Litmedia Productions, responsável por projetos relacionados à arte, moda e publicidade. “Selecionamos trabalhos do Keith Haring que nunca foram vistos aqui e que têm uma estreita ligação com o Brasil, além de artigos pessoais como seu passaporte, skates desenvolvidos por ele, fotos e vídeos pessoais do artista no Brasil e até seus pares de tênis”, detalha Battat. Além de sua participação na Bienal de São Paulo de 1983, Haring esteve no Brasil em diversas ocasiões – principalmente na casa de seu amigo e artista Kenny Scharf, que possui uma casa em Ilhéus (BA). Haverá ainda a exibição de dois documentários na exposição sendo eles “The Universe of Keith Haring” (direção de Chistina Clausen) e “Drawing the line” (direção de Elisabeth Aubert). Há chance de a exposição chegar a outras cidades, principalmente em Salvador, onde existem dois raros painéis de Haring – um deles necessita de restauro, plano que consta do programa da exposição. A Litmedia Productions também busca parceiros para viabilizar uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças com artistas locais e amigos de Keith como Kenny Scharf, assim como palestrantes convidados. Keith Haring Sua obra é forte, democrática e despretensiosa, carregada de mensagens de vitalidade e união, e teve um impacto profundo na arte e espírito de nossa época. Seu trabalho é facilmente reconhecido pelas linhas grossas, cores vibrantes e figuras características. Nascido no estado da Pensilvânia em 1958 numa família de classe média, cedo mostrou interesse pelas artes plásticas. De 1976 até 1978 estudou design gráfico numa escola de arte em Pittsburgh. Antes de acabar o curso, transferiu-se para Nova Iorque, onde foi grandemente influenciado pelo graffiti, inscrevendo-se na School of Visual Arts (SVA). Lá, Keith ficou amigo de outros artistas como Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat. Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metrô de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formais acontecem em espaços alternativos e clubes da cidade, fato que o levou a conhecer Madonna, Grace Jones e David Byrne. Sua primeira exposição individual aconteceu na Tony Shafrazi Gallery, no Soho, em 1982. Além de seguir pintando murais em vários países, Keith colaborou com painéis iluminados na Times Square, cenários de peças de teatro, campanhas publicitárias e desenvolvimento de produtos. Um de seus últimos trabalhos, “Tuttomondo”, foi dedicado à paz, instalado perto da igreja de Sant'Antonio Abate, em Pisa, na Itália, em 1989. Mas foram seus murais públicos em prol de causas sociais que, de fato, marcaram sua carreira, muitos dos quais criados em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Elaborou desenhos contra o apartheid e, um ano depois de ter sido diagnosticado com HIV, em 1989, Keith criou a Keith Haring Foundation, com o objetivo de apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. Em seu último ano de vida, esforçou-se em usar seu nome para divulgar alertas sobre a prevenção do vírus e educar a população mundial. (Com Assessoria)

Edição EDIÇÃO 16961




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