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ILUSTRADO
Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008, 20h:29

MT

Território de imagens

Exposição que é aberta hoje e fica até 17 de outubro traz 43 imagens que viajam pela história e cultura deste Mato Grosso de todos nós

Lorenzo Falcão
Da Editoria
Hoje é dia. Dia de ver Mato Grosso, este território continental, através das suas imagens. E que imagens. São trabalhos de renomados artistas plásticos do Estado, como Clovis Irigaray e Regina Penna, aliados a flagrantes fotográficos de profissionais como Izan Petterle, Arne Sucksdorf e José Medeiros, entre muitos outros. A existência secular de Mato Grosso garante um perfil cultural já sedimentado, porém, passível de constantes mudanças, devido a intensa migração que se verifica nas últimas décadas. “Mato Grosso – Território de Imagens” é o nome de um livro lançado recentemente, e a partir de hoje se transforma numa exposição, na Galeria de Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura. São 43 imagens que retratam o potencial imagético deste pedaço brasileiro, onde a luminosidade do sol faz a gente olhar as coisas com outros olhos. A exposição vai ficar em cartaz até o próximo dia 17 e a visitação pode ser feita a partir das 09:00, até às 18:00. A exposição será aberta, oficialmente, às 09:00 desta quinta-feira, mas algumas escolas já fizeram agendamento. Uma índia dentro de uma biblioteca carregando alguns livros. Parece uma fotografia clicada recentemente, mas não... É um desenho do artista visionário Clóvis Irigaray, concebido em 1975. É dizem, e é verdade que os artista, vez ou outra, costumam adivinhar as coisas que vão acontecer. Uma mulher ribeirinha deitada acalentando sua criança e tendo ao lado uma faceira ariranha estirada confortavelmente. Um flagrante da ambiência pantaneira produzida pelo célebre Arne Sucksdorf, cineasta sueco que conheceu o Pantanal e optou por ali se radicar. Uma vista aérea do rio Cuiabá e sua margem, tendo ao fundo o morro de Santo Antônio... Ops, parecia uma foto, mas não é. É uma tela de Jarede Aguiar, artista plástico que reproduz a realidade com incríveis níveis de perfeccionismo. Uma fruta do saboroso pequi cortada ao meio expondo três polpudos caroços. Só falta um arrozinho... É o que parece sugerir a fotografia de Marcos Vergueiro. Um índio que se pinta e ao mesmo tempo se observa num pequeno espeljho que ele mesmo segura. Ao fundo um céu azulíssimo borrados por algumas nuvens brancas e já estamos vendo outra foto, esta de José Luiz Medeiros. Motoqueiros atravessam uma trilha encharcada aparentemente no Pantanal. Atrás deles, uma novilha ressabiada salta por sobre a estrada. O fotógrafo Marcos Vaillant além da destreza profissional, estava na hora e no lugar certo pra uma boa foto. O estilo high-tech de Rai Reis que gosta de flagrar os distorcidos signos luminosos dos píncaros da arquitetura cuiabana, um raio que cai, um arco íris que se forma, as fotos antigas (e também modernas) em preto e branco... É muita coisa pra se ver. Definitivamente, não se trata de uma exposição que a gente descobre em dez ou quinze minutos. É bom reservar pelo menos uma meia horinha. E para os interessados em saber mais sobre a iniciativa há chances na internet: WWW.matogrosso-territoriodeimagens.blogspot.com.

Edição EDIÇÃO 16968




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