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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014, 21h:04

HOLOFOTE

Tempos atrás

Por Inácio Araújo. É estranho o que se vê na Mostra de Cinema de SP: uma série de retrospectivas de filmes espanhóis, franceses ou brasileiros. Quase sempre são restauros. Corrijo: estranho é que esses filmes quase nunca estão na TV paga, cuja conta chega religiosamente todo mês, como uma espécie de tributo à preguiça de quem dirige e programa esses canais. Às vezes, porém, essa preguiça nos força a voltar os olhos a filmes que nem notamos mais a existência, como “Fildadélfia” (“Philadelphia”), de Jonathan Demme, em que se fala de como a Aids era tratada nos primeiros tempos. No caso, isso se faz a partir de uma história de tribunal: um jovem e promissor advogado (Tom Hanks) é demitido por ser portador do vírus HIV. Ninguém se dispõe a defendê-lo, salvo um advogado negro e “outsider” (Denzel Washington). Imagens em Pauta No projeto Imagens em Pauta, o Sesc Arsenal exibe filmes com entrada franca recheados de discussões cinéfilas ao fim de cada sessão. No atual ciclo, personagens apaixonam e se deparam com intensidades ainda não experimentadas. Entre a adolescência e idade adulta, essas paixões revelam maneiras de amar e impulsionam personagens a lidar consigo e com o outro. Tatuagem Hoje, dentro do Imagens em Pauta, será exibido o filme “Tatuagem”, dirigido por Hilton Lacerda no ano passado, com quase duas horas de duração. Premiado no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá e em outros pelo Brasil afora, é a história de Clécio Wanderley, da trupe teatral Chão de Estrelas. Ele é namorado de Paulete, que recebe a visita de um cunhado militar. Tatuagem 2 O que acontece entre o cunhado militar e o ator mambembe é o tipo de paixão avassaladora que leva os seres humanos a desvarios. Especialmente quando os apaixonados vivem em mundos opostos e, portanto, com fascínios guardados (ainda que inconscientes) a cada um. Sempre um lado aparenta mais que o outro, mas é evidente o descompasso nascido desse encontro. Rip, Holt John Holt, jamaicano veterano do reggae e pioneiro do rock, morreu na madrugada de domingo, aos 69 anos. De acordo com Copeland Forbes, agente de Holt desde 2006, o cantor morreu de causas ainda desconhecidas em um hospital londrino. Nascido em Kingston, na Jamaica, ficou conhecido como um membro da banda The Paragons, nos anos 1960, onde ele escreveu a canção “The Tide is High”.

Edição EDIÇÃO 16967




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