ILUSTRADO
Quinta-feira, 11 de Março de 2010, 21h:54
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CINEMA
Scorsese e DiCaprio
Martin Scorsese dirige A Ilha do Medo, um suspense com Leonardo DiCaprio. Uma parceria que promete. A outra novidade é Lembranças
Cláudio de Oliveira
Da Redação
Final de semana com duas estreias no cinema. Lembranças e A Ilha do Medo têm em comum o clima de suspense que se desenrola lentamente. A Ilha do Medo é o mais novo filme da parceria entre Martin Scorsese (The Rolling Stones - Shine a Light, 2008) e Leonardo DiCaprio(Rede de Mentiras, 2008). O filme se passa em 1954. Teddy Daniels (DiCaprio) investiga o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston. No local ele descobre que os médicos realizam experiências radicais com os pacientes, envolvendo métodos ilegais e antiéticos. Teddy tenta buscar mais informações, mas enfrenta a resistência dos médicos em lhe fornecer os arquivos que possam permitir que o caso seja aberto. Quando um furacão deixa a ilha sem comunicação, diversos prisioneiros conseguem escapar e tornam a situação ainda mais perigosa. A direção é de Martin Scorsese e segundo alguns críticos lembra o mestre Hitcock. Para Edwald Filho ...o filme [é] muito bem realizado, com todo o estilo e competência do diretor, que é dos últimos a se importar com detalhes, recriando o tom de film noir em pequenos detalhes, reflexos de luz nos chapéus, movimentos de carrinho com a câmera, utilização de uma trilha musical antiquada e retumbante, que, por vezes, compensa o suspense que falta na cena. Valeria a pena ver de novo só para prestar mais atenção a esta verdadeira aula de cinema. Contudo na mesma crítica em seu blog Filho aponta falhas no roteiro que para ele é muito previsível. Lembranças traz Robert Pattinson (da saga de Crepúsculo) interpretano Tyler, um garoto rebelde que tenta se desprender de sua família trágica. Ele se vê envolvido com Ally (Emilie de Ravin - Inimigos Públicos), uma garota de problemas similares que parece compreendê-lo e que surgiu de uma família igualmente fragmentada. O romance improvável surge durante um colapso familiar em volta de ambos, testando a resistência da paixão dos amores sofridos. A direção é de Allen Coulter (Hollywoodland - Bastidores da Fama, 2006) que também dirigiu episódios de Sex and the City em 1998. Para Celso Sabadin diferente do grande sucesso vampiresco, não se trata de uma obra fácil. Ele explica que logo na primeira cena, ambientada na Nova York de 1991, um violento assassinato de uma mãe bem diante de sua pequena filha já choca o espectador. Há, então, um corte de dez anos no tempo para acompanharmos a vida de Tyler (Pattinson), rapaz atormentado pela morte de seu irmão mais velho, acontecida alguns anos antes. Embora filho de milionário, ele tem péssimas relações com o pai e se sustenta num modesto trabalho numa livraria. Sua paixão é a pequena e inteligente irmã, de 11 anos, vista na escola como aberração. Sua vida se torna mais alegre (ou menos dolorida) quando, por linhas tortas, ele começa a namorar Ally, justamente a garota que presenciou a morte da mãe, na primeira cena do filme, dez anos antes. Para o crítico quem for ver Lembranças só pela presença de Pattinson, talvez até goste do filme. Quem procura algo mais, provavelmente, vai se decepcionar com o roteiro de pouco conteúdo e com o ritmo pouco atrativo do desenrolar da ação. De todo o modo o desfecho para ele é interessante, mas impossível de se expor sem estragar a diversão.