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Cuiabá MT, Domingo, 14 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Quarta-feira, 03 de Agosto de 2016, 18h:58

LIVRO

Sayonara Salvioli revive a Belle Époque

Em tempos em que se questiona o papel e o comportamento da mulher na sociedade, a Primavera Editorial brinda as mulheres brasileiras com o lançamento da Coleção Amores Proibidos. O livro de estreia, "Perfumes de Paris" , apresenta a romântica e moderna Charlotte, que vive uma intensa paixão com o pintor Pierre na Belle Époque parisiense de 1894. De personalidade própria, a protagonista aprecia a liberdade de viver e rompe as amarras de seu tempo, não vivendo à sombra de homens. Como cenário dessa forte paixão, o luxo e a sedução no auge do período intelectual e artístico de Paris. A beleza da obra, além da envolvente narrativa, permite ao leitor viajar por diferentes locais da cidade luz, como a Ponte Neuf, o Quai des Tuileries, a catedral de Notre-Dame e os Jardins de Luxemburgo. Outros lugares marcantes são o bairro boêmio de Montmartre, onde fica o glorioso Moulin Rouge, além de Grasse, a capital mundial do perfume, e os campos de lavanda de Provença. O tema do amor, como um sentimento livre, mais forte do que qualquer sociedade e suas convenções, também estará nos próximos livros da coleção Amores Proibidos. O retrato de Dorian Gray O gênio singular e o humor mordaz de Oscar Wilde encontram a sensibilidade e perspicácia de Clarice Lispector neste clássico do escritor irlandês adaptado pela mais importante autora brasileira. O retrato de Dorian Gray é mais um volume da coleção Os Favoritos, que reúne histórias universais adaptadas por Clarice Lispector, como O chamado selvagem, de Jack London, Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, A ilha misteriosa, de Julio Verne, e O talismã, de Walter Scott, pelo selo Rocco Jovens Leitores. Em seu texto de introdução à obra, Clarice alerta o leitor, depois de uma rápida contextualização acerca da origem do romance, publicado em 1891: “O livro é ficção. Mas as pessoas e muitos dos conceitos que o povoam são realidade. Daquele tempo. De hoje. Porque há verdade neles. E a verdade é de sempre.” Clarice sendo Clarice ao falar da importância e da atemporalidade de Wilde (que, aliás, se mantém, passados mais de 40 anos desde que a escritora traduziu a obra e escreveu o texto). Os dilemas morais do homem, a hipocrisia reinante nas relações sociais e o papel da arte na tradicional sociedade britânica do fim do século XIX são alguns dos temas brilhantemente tratados por Oscar Wilde em O retrato de Dorian Gray. Nunca é tarde para ler (ou reler) este clássico da literatura universal adaptado pela maior escritora brasileira.

Edição EDIÇÃO 16962




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