A cidade de Santos sedia desde ontem (prossegue até 08/09) um dos maiores festivais de dança do país: a 7ª Bienal Sesc de Dança. Além de difundir o que há de vanguarda na dança contemporânea mundial, o evento terá discussões sobre a linguagem da dança e a política cultural para a área. O financiamento das companhias de dança será um dos temas em debate. "Hoje em dia, acontece muito das companhias sobreviverem das leis de fomento e dos editais. São poucas as companhias estáveis que conseguem se manter ou que têm patrocínios das grandes instituições", disse Liliane Soares, coordenadora da bienal. Segundo ela, o diálogo entre especialistas do setor pode ser o primeiro passo para a construção de uma agenda política para a dança no país. "Serão travados contatos entre diretores de festivais, jornalistas, críticos, produtores, escritores e pesquisadores. Entendemos que essa abertura para o diálogo é que vai suscitar esses novos formatos possíveis e o estímulo das produções. Neste ano, o festival contará com a presença de 33 companhias de várias regiões do país, além de representantes da Argentina, Bélgica, França, do Senegal e Uruguai. Serão 21 espetáculos a preços populares, oito intervenções gratuitas pela cidade, cinco videoinstalações e atividades formativas, entre elas, palestras que falam sobre os bastidores da dança e de produção de um espetáculo.