ILUSTRADO
Segunda-feira, 21 de Maio de 2012, 20h:13
A
A
ACADEMIA
Roteiro poético
Qual elevação, o Evereste Cuiabano, quase que a Cidade dividindo, qual reta tangenciando, em demanda ao Coxipó, indo. Em direção ao Centro da Cidade, marchando. Lá está o Morro da Colina Iluminada onde Sutil fez sua morada. A Colina do Azulão, tendo D. Bosco como inspiração, mas que nunca conseguiu o Mixto derrotar, tornando-se campeão! Morro da Colina, ninho das pitombeiras, tarumães, e cajazinhos, e de nós garotos, o caminho, em busca dos passarinhos. Era nossa tétrica jornada, atirávamos pedras, na pelotada, e lá vinha, uma bela rolinha. Hoje arrependido de tão bela ave matar. Somente, resta a opção do perdão, pedir-lhe, ao tentar-me inocentar! Lá no alto do campanário, qual púlpito, na elevação. Imponente, a Igreja do Rosário, olha a Cidade, que muito pouco tinha. Fazendo jorrar do Tanque do Arnesto, água pura, através da biquinha, quais lágrimas desciam, lavando a Prainha. Olho minha cidade, com o olhar de quem ama! E a deseja ver florescer, qual menina moça a se preparar, para o porvir enfrentar, ante as vicissitudes, que por certo irão ocorrer. Sábia para com maestria, dificuldades manobrar! Nobre frente às decepções que irão acontecer! Humana, sempre de braços abertos, para os fracos abrigar! Cosmopolita, fazendo jus a origem do seu nascer! Cuiabá é uma cidade ribeirinha! Quase tudo que ocorre na sua vida vem dos rios que para o mar caminham. Hecatombes, pestes, guerras, que a deixaram ferida! Mas também, alegrias, fartura, e o seu jeito de amar, estão nestas diversidades de ações, fazendo-a atípica às demais, se tornar. Talvez nestas conturbações e adversidades, esteja o porque de tantos séculos de vitórias, diferenciando-a de outras cidades. Eis as explicações! Das suas glórias! Guri daqui parece ser diferente! Tem cheiro de pixé, picolé e pescaria. Digoreste na bola de meia! Está Tibi de vontade de viver. Conhece esta terra, qual palma da sua mão, sabe onde roubar pitomba, tarumã, cajazinho e jatobá, pomar vivo do fundo dos quintais de Cuiabá! Simbolizando a mãe! Faz um risco no chão! E quem nele pisar é motivo para a topa começar, na base do xingamento e palavrão. Mas é só encenação e arrelia, no tempo que o guri cuiabano, sorria! Abraçado a saudade que na alma, acumularia! Banho de rio, no Cuiabá ou Coxipó! Era só alegria! O colorido das belas piraputangas, que quase comer nas mãos vinham. Disputavam espaço, nas águas do rio que corria. Após um gostoso mergulho, das gotículas do corpo, arco-íris surgiam. A face oferecia, para o sol tropical, beijar! Ardente que, a pele bronzeada estava a desejar! O centro histórico de Cuiabá, cartão de visita do tempo que passou, e que somente em fotos ficou, ou na memória de privilegiados. Ali estão as presenças de: Sutil, Cabral, Jacinto Barbosa e Dom Aquino. Estevão de Mendonça e de vários Capitães Generais. Barnabé de Mesquita, Lamartine Mendes, Barão de Melgaço, muitos nomes da história, que de várias formas fizeram à glória, e de tempo em tempo serão relembrados. Pois não se apaga fatos, que com amor na memória ficaram gravados! Figuras angelicais, Igrejas ornando! Parecem crianças no Campo DOurique, brincando. A pureza no sorriso e no olhar, convida-nos a genuflexados, orar! Pedindo benção para nossa Cuiabá. Nosso ninho de carinho, nosso lar. Nosso tesouro, que sempre comigo irei levar. Não conheço Santos, mas conheço o poder de Deus! Sendo eles seus, posso até conheça-los! Pois estou sempre o Santo a respeitar, ouvindo o dizer pantaneiro, que: por causa do Santo, se beija o altar! Acadêmico Moisés Mendes Martins Júnior - Cadeira 8