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ILUSTRADO
Sábado, 17 de Novembro de 2012, 14h:06

NEGRITUDE

Rompendo fronteiras...

Jornalista de Mato Grosso lança o livro “Cabelo Ruim?” em Brasília, como parte das comemorações do Dia da Consciência Negra

Ariane Laura
Da Redação
Como parte das comemorações do Dia da Consciência Negra – dia 20 de novembro – haverá o lançamento do livro “Cabelo Ruim?”, da jornalista e escritora Neusa Baptista, nesta segunda (19), em Brasília. A obra conta a história de três meninas negras vivenciando no ambiente escolar suas angústias com a estética e seus cabelos crespos. O lançamento será às 19h30, na livraria Café com Letras. O evento é organizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF), com apoio do grupo Pretas Candangas e da Griô Produções. A comemoração contará ainda com apresentação de músicos negros, como o cantor e compositor Daniel Junior e convidados, e recital de poemas, com poetas do projeto Poemação, liderado por Jorge Amâncio. Neusa Baptista é jornalista, graduada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e trabalhou em alguns dos mais importantes veículos de comunicação do Estado. Já foi repórter do DC Ilustrado. Atualmente dirige a Agência de Comunicação Popular, pela qual presta assessoria e consultoria a sindicatos de trabalhadores, entidades do movimento social, evento e projetos culturais e educativos. “Cabelo Ruim?” teve sua primeira edição lançada em 2006 na Literamérica– Feira Sul Americana do Livro, em Cuiabá (MT). O livro é fruto do “Projeto Pixaim: nem bom nem ruim, só diferente: estímulo à valorização do cabelo crespo entre crianças da periferia de Cuiabá”. O projeto contou com recursos do Fundo Estadual de Fomento à Cultura, pelo qual a autora realizou rodas de leitura com crianças da periferia, em parceria com professores, escolas e projetos sociais. No ano seguinte, 2007, a editora Carlini & Caniato decide publicar o livro pelo selo TantaTinta. Em seguida “Cabelo Ruim?” é adaptado ao teatro pelo Grupo Teatral Vida, de Cuiabá. A peça “A história do cabelo ruim” tem grande aceitação em escolas de Cuiabá e em 2008 o grupo participa com ela da Mostra Internacional de Teatro Infantil (MITI) e faz bastante sucesso entre as crianças e adolescentes, tendo participado de outros eventos literários durante o ano. Em 2009, a autora passa a integrar o projeto Circuito Pixaim, desenvolvido pela CUFA-MT, que oferece oficinas de tranças e de leitura do livro Cabelo Ruim? na periferia de Cuiabá. A ação forma as primeiras‘trançadeiras’ do projeto. Em 2010, é aprovado o Ponto de Cultura Pixaim, que passa a funcionar na sede da CUFA-MT, oferecendo oficinas de tranças e bonecas negras, associados a atividades de leitura do livro. A ação se expande com a articulação local da CUFA-MT, surgem novas iniciativas em parcerias com escolas e creche da região, além de ações externas. Entre elas, a participação do Ponto de Cultura na Feira Probeleza e na Feira do Empreendedor. No mesmo ano, o “Projeto Pixaim: nem bom nem ruim...” viaja por 30 cidades, com uma nova peça teatral, oficinas de leitura e de tranças e doação de 5 mil livros. Com o apoio da Secretaria de Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) e da Secretaria de Estado de Educação, é realizado em duas escolas públicas o projeto “Pixaim nas Escolas”. A proposta leva oficinas diferenciadas de leitura em sala de aula e de tranças e bonecas aos finais de semana, kits com bolsa do projeto, camiseta, exemplar do livro e bonecas das personagens. Em 2011, a autora deixa a CUFA-MT e, em novembro, realiza o projeto “Pixaim: trançando ideias na escola”, ação inscrita no edital Microprojetos na Amazônia Legal, da Funarte. São feitas oficinas de leitura para alunos e professores de quatro escolas públicas e distribuído kit com bonecas, livro e camiseta, dentro da programação da Semana da Consciência Negra. O livro tem sido adotado formal e informalmente como material paradidático em vários estados do país. Em 2012, foi adotado oficialmente pela rede de Escolas Adventistas em Mato Grosso. (Com Assessoria)

Edição EDIÇÃO 16962




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