Alguns fazem suas escolhas independente do efeito que podem causar nos outros. Inocentes atos impensados provocam verdadeira revolução em vidas ingênuas. São escolhas simples que carregam provocações sorrateiras. Há sempre uma franqueza desmedida em cada decisão mal intencionada. Toda escolha é no mínimo egoísta. É um acúmulo de ressentimento supérfluo capaz de aflorar a intimidade de qualquer honesto a ponto de levá-lo a legislar em causa própria. Nesse momento a melhor opção é pensar no melhor para você! É como se o mundo e as pessoas estivessem prontas para serem excluídas. Como se fosse fácil dar um tempo e ignorar o resto. A melhor opção sempre é aquela escolha que vai fazer a diferença para você! Na maioria das vezes essas próprias escolhas nascem de um erro. Um pequeno deslize que leva a abismos intransponíveis. Infelizmente, poucos sabem lidar com as pontes. Muitos ainda preferem praticar o grito no barranco apenas para se deliciarem com o eco. Um retorno esmaecido e ensurdecedor porém, sem face. Sem corpo. Fácil de estrangular quando necessário for. Se errar é humano, bem que o erro poderia ser menos cruel com quem o coloca sempre em evidência. A maioria dos momentos mais sublimes são germinados em profundos erros. Quando nada mais se dá por opção lá vem mais um erro que se satisfaz. Quanto mais egoísta seja a decisão maior é a certeza de que seja importante. Os erros se proliferam com as escolhas. Crescem como as ervas daninhas no jardim. Adquirem importância significativa na vida das pessoas capazes de mudar conceitos e lavar a moral. Pequenos erros são oriundos de grandes escolhas que isolam pessoas e sociedade. São como ondas que não se esgotam. Algumas escolhas são capazes de desequilibrar uma situação; de banalizar sentimentos; ludibriar verdades. As escolhas são parceiras dos erros. Amiga do medo! Quase sempre deixa um vazio tremendo de solidão. Um murmúrio triste da alma. A saudade é uma provocação indesejável. Apesar das escolhas a saudade sempre resiste. Não importa tão importante seja a decisão a saudade ganha corpo em cada movimento. Nas músicas e até nas palavras que brotam as vezes despretensiosamente. A saudade existe para mostrar que escolhas são perfeitas parceiras de erros. Reféns de fracassos. Saudade é memória e relembra fatos, aponta apelos. Ignora o erro cruel. Devido as escolhas e os erros a saudade é fadada a permanecer apenas na lembrança. Como um ponto de referência para a dor. * Luís Gonçalves Publicitário e Escritor, colabora com o DC Ilustrado.
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