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ILUSTRADO
Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010, 18h:59

Quando Caetano tirou Elza do Limbo

Lauro Lisboa Garcia
Agência Estado
Elza Soares perambulava no limbo, longe dos palcos e com seus discos fora de circulação, quando Caetano Veloso a recolocou em evidência ao convidá-la para participar do antológico samba-rap Língua, no álbum Velô, de 1984. No ano seguinte os dois voltaram a se encontrar num disco dela, Somos Todos Iguais. Inédito até agora em CD, sai num pacote da gravadora Discobertas, do pescador de raridades Marcelo Fróes, com outros cinco títulos da cantora: Voltei (1988). Elza Soares (1974), Nos Braços do Samba (1975), Lição de Vida (1976) e Pilão + Raça = Elza (1977). Mas há curiosidades nesses que saem agora, incluindo diversas faixas bônus, como bom samba Doce Amor (Eduardo Gudin/Roberto Riberti), de Somos Todos Iguais, que também tem um registro em blues de Milagres (Cazuza/Frejat/Denise Barros) e Daquele Amor, Nem me Fale (João Donato/Martinho da Vila). Elza, que foi elogiada por Louis Armstrong, está para lançar um CD de jazz, mas já flertou com o gênero naquele disco de 1985. É no samba, porém, que ela se dá melhor neste e nos outros discos. Arranjos datados e os habituais excessos vocais dificultam a audição hoje. Não é à toa que esses arroubos geraram a expressão "elzagerada".

Edição EDIÇÃO 16961




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