O governo do estado de MT disponibilizou mais 2,4 milhões de reais para o Programa de Apoio à Cultura (PROAC). O prazo final para a apresentação de projetos se estende até o dia 16 de junho. É mais uma oportunidade que a classe cultural tem para reivindicar o incentivo. A reportagem do DC esteve com o secretário de Cultura Oscemário Daltro e ele explicou que o edital foi publicado no dia 02 de junho no Diário Oficial e que muitos produtores e artistas que acompanham o site da Secretaria já estavam sabendo e, inclusive já mandaram um grande volume de projetos para esta nova etapa. Os interessados têm sete dias, contando a partir de hoje, para dar entrada nos projetos. A este aditivo somam-se mais dois milhões em ações da SEC. Entre elas a recuperação da Casa Cuiabana. Segundo Oscemário, o projeto foi encaminhado à SINFRA (secretaria de Infra-estrutura), que deve promover o processo licitatório. O recurso está assegurado e somando-se tudo são mais ou menos 4,5 milhões de reais a mais no orçamento da cultura em uma manifestação clara de valorização da cultura comemorou o secretário. A Casa Cuiabana receberá o Pontão de Cultura da Viola de Cocho e após sua restauração funcionará como uma salvaguarda das manifestações artísticas regionais e também terá um estúdio de gravação. O secretário explicou que os valores não são pensados em função de um apoio integral aos projetos. Na verdade seriam um incentivo e um aval para que o produtor possa buscar parcerias na sociedade e meios de desenvolver os seus projetos. Entre os segmentos chama a atenção o valor para o Patrimônio. Restauração normalmente exige valores altos devido às técnicas e mão de obra especializada. Todavia no edital está destinado apenas projetos de trinta e cinqüenta mil. Daltro explica que dependendo do patrimônio os valores são bem menores que isso. Fui com o pessoal do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no Coxipó do Ouro e para fazer a restauração da igrejinha lá não chega a oito mil reais. Orçamento mandado pelo IPHAN, contou-nos. Os valores finais destinados à pasta devem ficar no mesmo patamar do ano passado. Apesar do mal estar entre a comunidade cultural e o governo, gerado por um suposto corte violento nas verbas da SEC, o fechamento segundo o secretário deve ficar na casa dos vinte milhões.