ILUSTRADO
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012, 22h:21
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PALESTRA
Por que não realizamos nossos sonhos
Sonhar é diferente de fazer planos ou fantasiar. Cabe a você se perguntar, o que na sua vida cotidiana rouba suas oportunidades?
Rose Domingues
Especial Diário de Cuiabá
O que significa a palavra sonho? O que diferencia sonho de fantasia? Os sonhos e projetos são a mesma coisa? Para a professora, filósofa e diretora da Nova Acrópole de Brasília, Lúcia Helena Galvão, que ministrará a palestra Por que não realizamos nossos sonhos na sexta (26), às 20h, na Unic Pantanal. A palestra é gratuita. Em Cuiabá, a maioria das pessoas não conquista seus sonhos porque não os têm. Isso mesmo. Há uma grande confusão entre tais elementos. Muitas pessoas acham que viajar para a Europa, arrumar um namorado, comprar uma casa ou trocar de carro sejam sonhos quando não passam de projetos. O que me motivará depois de conquistá-los? Os projetos podem ser bons ou maus, mas devem se enquadrar no sonho de vida. Um sonho justifica toda uma existência e não parte dela. Como a sociedade tem uma tendência à inércia, lei do menor esforço, em geral a maioria das pessoas prefere substituir sonhos e projetos (que integram os sonhos) por fantasias, que é tudo aquilo que se realiza por si mesmo, sem sair do plano da imaginação, seja por não poder, não querer ou não ter disposição para realizar aquilo que se pretende. A filósofa explica que atualmente se pratica e induz a evasão coletiva para o terreno da fantasia, já que o padrão de felicidade imposto é altamente consumista (e destruiria o planeta em apenas uma década se os 6 bilhões de habitantes tivessem acesso a todo luxo) e superficial. Como a vida na maioria das vezes é muito frustrante, temos a fantasia institucionalizada em que pessoas vivem o personagem da telenovela, do Big Brother, como se fossem elas mesmas. Mesmo para realizar projetos, a eficiência do indivíduo está inteiramente ligada aos seus sonhos, afinal, ao analisar o que mais afasta as pessoas das suas conquistas são fatores ligados a quem ela quer ser ou deveria ser. Talvez, para conquistar uma promoção no emprego falte organização, boa convivência, ou para comprar um carro melhor, autocontrole para economizar recursos. Quando faltam sonhos falta o combustível principal para se alcançar os projetos. Cabe a você se perguntar, o que na sua vida cotidiana rouba suas oportunidades?. Lúcia destaca quatro áreas principais que precisam ser trabalhadas para a conquista dos sonhos: relação com tempo, espaço, outro (convivência) e consigo mesmo. Ela cita o filósofo grego Epicteto que dizia que as sementes de um grande homem precisam de uma imagem para germinar e florescer, ou seja, é preciso ter uma imagem do que se quere ser e conquistá-la por etapas, caso contrário será uma vida inteira desperdiçada. É fundamental corrigir aquilo que provoca desarmonia com os outros e consigo mesmo. Aprenda a remodelar seu caráter, a gostar do que faz bem e rejeitar o que não faz, reconstrua a você mesmo para ser mais eficiente e feliz. Também é importante desenvolver dois elementos nesse trajeto: respeito e harmonia com as leis da natureza. Não podemos fazer ou não algo pensando apenas no que os outros irão pensar. Nós temos um observador silencioso interior e essa divindade merece nosso respeito, ou seja, eu estou me vendo mesmo quando a última porta se feche atrás de mim. Lúcia acrescenta que quando se está afinizando com o darma uma força poderosa potencializa as conquistas. Para saber se são bons mesmo ou meramente egoístas, basta ampliá-los. Se todos tivessem o mesmo sonho que você, o mundo seria um lugar melhor ou pior?. NOVA ACRÓPOLE A Nova Acrópole é uma organização internacional de caráter filosófico, cultural e social que se propõe a resgatar os valores que foram as bases de todas as grandes civilizações. Está presente em mais de 50 países. No Brasil, são cerca de 70 sedes; no mundo, são 300, com milhares de associados. Mais informações:www.acropole.org.br. Em Cuiabá, os telefones de contato são: 8127-4020 (Roni) e 3623-8051.