ILUSTRADO
Terça-feira, 07 de Julho de 2009, 21h:06
A
A
Politicamente incorreto e sarcástico
Zack (Seth Rogen) e Miri (Elizabeth Banks) moram juntos e se conhecem desde crianças. Grandes amigos, vivem na pindaíba e fazem o que podem para manter um teto sobre suas cabeças, pois dividem todas as contas. Certo dia, coincidentemente na mesma data do encontro de ex-alunos do colegial na escola que freqüentaram, a luz e a água são cortadas do apartamento deles, sem o menor aviso. Na festa, os dois reencontram alguns colegas e descobrem que, realmente, não fizerem nada de suas vidas até o momento. Em casa, agora já sem aquecimento também, o rapaz percebe que a única forma que têm para pagar as contas e saírem do vermelho é fazer um pornozão caseiro. Reunindo alguns colaboradores inusitados, atores com habilidades bizarras e adaptando o Café em que Zack trabalha como o cenário, o grupo leva a produção do filme aos trancos e barrancos. O que Zack e Miri não esperavam era que certos sentimentos que guardavam um pelo outro fossem se revelar justamente durante as filmagens de suas cenas, o que pode colocar tudo a perder. De gerar risadas envergonhadas (a seqüência da tal festa de confraternização da turma, com a participação de Justin Long e Brand Routh, então...), Pagando Bem, Que Mal Tem? (Zack and Miri Make a Pornô, EUA, 2008/ Swen) é (desculpem- me o trocadilho) impagável. Um dos cineastas alternativos mais influentes da nova geração de diretores de Hollywood, Kevin Smith (O Balconista, Procurando Amy, Dogma, O Império do Besteirol Contra-Ataca), num lampejo de genialidade, consegue, neste seu novo projeto, a proeza de criar uma comédia romântica criativa, pop e escrachada sobre o universo pornô. Não deixe de ver as cenas contidas nos créditos final da produção.