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ILUSTRADO
Terça-feira, 23 de Julho de 2013, 20h:37

EUBIOSE

PITÁGORAS - SABEDORIA INICIÁTICA DAS IDADES EUBIOSE - ESTUDO II Segunda Parte

Sebastião Vieira Vidal e Margarida Estrela
Da Reportagem
É da Divina Grécia que nos vêm as primeiras noções matemáticas da divina proporção. Vejamos, porém, em primeiro lugar o que se entende por proporções. Segundo a Enciclopédia Universal Ilustrada, temos: Proporção igual a disposição, conformidade, correspondência devida das partes de uma coisa com o todo. PROPORÇÃO 9 ( antropor ) - Relação de medidas ou tamanhos de um total entre si ou daqueles a este. A lei ou regularidade que para estas relações se busca em antropologia artísticas é o que se chama “Cânone de proporções” que uns fundam em fórmulas matemáticas e outros em parte do corpo tomado por módulo para todas as demais, ou para a totalidade ou em divisão centesimal desta última. Módulo-unidade fundamental. PROPORÇÃO ( Arquitetura ) relação das partes de uma obra, entre si, com um módulo ou unidade fundamental. Na Antigüidade deram regras ou proporções para fixar os elementos diversos de uma Obra de Arte arquitetônica e escultural. A divisão em média e extrema razão era considerada fundamental. Euclides chamou de “média” e “extrema razão” à divisão da linha reta em partes desiguais, em relação de independência. O dodecaedro, corpo citado por Platão como “Combinação da qual Deus se serviu para traçar o plano do Universo” e o Pentágono, “símbolo da Harmonia viva e símbolo do Homem Perfeito” para os pitagóricos, originaram-se na divisão de uma reta em média e extrema razão. Assim o Microcosmo está representado por um Pentágono, onde se pode inscrever um homem com os braços e pernas abertos, de modo que a cabeça, braços e pernas correspondam a cada um dos ângulos do Pentágono, e o Macrocosmo é representado por um Dodecaedro. Essa divisão proposta por Euclides é aplicada nos momentos mais significativos da cultura latina, foi chamada por Leonardo da Vinci de “secção áurea”, e sua redescoberta na Idade Média foi devida a Luca Pacioli di Borgo, que a chamou de a “divina proporção” . O lado do Pentágono e o Decágono inscritos na circunferência são a expressão aritmética da Divina Proporção, conhecida no mundo matemático por (f), ou seja, pela vigésima primeira letra do alfabeto grego ( FI ). Diz M. Torres, citando M. Ghyka, Hambige e Cooke, que beberam em Fabre d’Olivet, que a expressão inteira da Divina Proporção, está na série fibociana ( de Fibonaci ), que outro não é senão o décimo tipo de proporção dos neo-pitagóricos e que se encontra na seguinte relação : 1, 2, , 5, 8, 13, 21... ou seja, que a soma de dois termos tende, rapidamente, a Divina Proporção... ( 8/5 = 1,6 ; 13/8 = 1,625, ). A Divina Proporção, ainda segundo a leitura dos mesmos autores, expressa na série fibociana, constitui as bases de todos os ritmos espaciais, que tem por esquema o Pentágono, e são encontrados onde haja um hálito de vida. No mundo vegetal, animal ou humano, impera a Divina Proporção, sendo que no corpo humano ela se manifesta quando o desenvolvimento e o crescimento são normais. Assim, todos os segmentos do corpo humano podem ser estudados através desta proporção, especialmente as falanges dos dedos das mãos. Dessa relação supõe-se que os gregos concluíram um ritmo dáctilo que usavam em música e poesia. A relação 3, 5, 8, 13, que existe entre segmentos do corpo humano, se encontra também em música. O acorde perfeito se forma com os graus 3, 5, 8, mediante dominante e oitava, além da tônica. Cada décimo-terceiro grau de uma escala dá, exatamente a nota inicial de seu relativo menor. Assim, a relação 3, 5, 8, 13, é o fundamento do sistema musical atual. Os gregos do tempo e Pitágoras usavam um monocórdio, cuja corda estava esticada sobre os pontos que a dividiam proporcionalmente aos graus da escala. Um acorde menor exige uma divisão da corda em oito partes na relação 3/5. Um acorde maior pede a divisão em 13 partes na relação 8. Essas relações que parecem ser comuns à escala atual e a pitagórica, foram transladadas por Georgiades ao Partenon e o monocórdio, usado nos tempos de Pitágoras, e os espaços intercolunares do Templo Grego concordavam. Outra concordância citada por M. Torres é a sugestiva relação: acorde maior 8/5, corpo masculino 8/5. Acorde menor 3/5, corpo feminino 3/5. Na divisão do corpo humano, dado como módulo ou dedo de Saturno do Faraó, se evidencia que o velho Egito já conhecia a série que veio a ser conhecida como fibociana, ou seja, 3, 5, 8, 13, etc... pois, observando-se a figura que ilustra a página seguinte, nota-se que ela indica seguimentos da constituição, chamada oculta do homem, por ser muito pouco conhecida. Recorra-se à gravura e ver-se-á, por exemplo, a ligação da série com determinados chacras ou centros de forças. Se o Partenon é a fonte inesgotável para a pesquisa da divina proporção, por toda a Europa, a construção latina, inspirada na grega, corresponde ao módulo (FI). É ainda a glória da reta dividida em média e extrema razão, ou seja, a divina proporção encontrada em todas as relações que dominam a linha geral arquitetônica das Igrejas de Paris, onde um cidadão conhecido por “Velho das Catedrais”, era visto medindo-as meticulosamente, talvez com o célebre compasso de ouro cujas astes mantém a secção áurea, como a chamou Da Vinci. Essa mesma proporção domina os edifícios da Praça Vendôme e são a razão de uma sonoridade perfeita da genial criação de um STRADIVARIUS, SALO e GUARNIERUS - o violino. Coluna Eubiose: Todas as quarta-feiras. Copyright© Sociedade Brasileira de Eubiose® - SBE – Todos os direitos reservados. Proibida alteração no texto. Permitida a reprodução, desde que sejam citados fonte e autor. Matéria extraída da Série Cultural da Sociedade Brasileira de Eubiose – SBE. www.eubiose.org.br e www.mosaicosdonovociclo.com.br e [email protected] Facebook: Eubiose Cuiabá

Edição EDIÇÃO 16967




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