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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Quarta-feira, 03 de Dezembro de 2014, 20h:23

CINEMA/ESTREIAS

Para todos os gostos

Primeira quinta-feira de dezembro vem parecendo saco do Papai-Noel, cheia de presentes para todo tipo de gente

Rafa Gomes Caetano e Rodivaldo Ribeiro
Especial para o DC Ilustrado
A primeira das quatro quintas-feiras com gosto de Natal chegou com acepipes para todo tipo de gosto. Tem aventura “disfarçada de infantil, mas para toda família” com a Nicole Kidman no elenco, tem documentário sobre o gênio da música pop David Bowie, tem thriller de suspense com o Liam Neeson, tem drama para todos com o Adam Sandler, o rei dos filmes de Natal. Além, claro, da pré-estreia de “Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos”, que não vamos falar hoje porque vai ter matéria especial na semana que vem. Corre e veja o que ver que esta semana tá valendo a pena o sofrimento dos cinquentinha (entre pipoca, ingressos e estacionamento) pra se perder na sala escura. “As Aventuras de Paddington” — Um jovem garoto começa uma amizade com um urso falante (voz de Ben Whishaw) que ele conhece numa estação de trem em Londres. Versão live-action da série popular de livros infantis escritos por Michael Bond. Por que vale a pena? — A adaptação infantil mescla a magia da animação com atuações reais, provocando o tipo de interação entre dois elementos bem distintos mas muito bem usados em clássicos como “Mary Poppins”, “Uma Cilada Para Roger Rabbit” e, por que não?, “Space Jam”. Em “As Aventuras de Paddington”, ouvimos a voz de Ben Whishaw (“Operação Skyfall” e “Cloud Atlas”) interagir com gente como Nicole Kidman e Sally Hawkins, em uma história bem doce e infantil, mas jamais sem graça. Com produção que excede nos detalhes e transporta o público para um universo mais bem elaborado, no estilo “A Invenção de Hugo Cabret” (a estação de trem quase nos leva ao lado mais delicado da cinematografia de Scorsese), a adaptação é do tipo que te conquista pelo olhar, e te leva pelo assistir. Direção: Paul King. Elenco: Nicole Kidman, Hugh Bonneville, Sally Hawkins. Gênero: Infantil. País: EUA. “Caçada Mortal” — Nova York. Matt Scudder (Liam Neeson) é um ex-policial que agora trabalha como investigador privado, muitas vezes agindo fora da lei. Com uma certa relutância, ele aceita ajudar um traficante de heroína (Dan Stevens) que está atrás do homem que sequestrou e matou sua esposa. Não demora muito para que Matt descubra que o procurado já havia cometido este tipo de crime. Por que vale a pena? — Liam Neeson é o clássico que nunca envelhece. No auge dos seus 62 anos, ele ainda encabeça produções de tirar o fôlego, eletrizantes quando assistidas, mas facilmente esquecidas. E talvez seja o fácil esquecimento ou simplesmente as feições para o gênero, mas Liam não abre mão da ação e se ela vier acompanhada de um título de impacto, como é o caso de “Caçada Mortal”, melhor ainda. E convenhamos, é sempre bom assisti-lo correr contra o tempo, em busca de sei-lá-o-que, que começou com não-sei-quem e foi parar em sei-lá-onde. Direção: Scott Frank. Elenco: Liam Neeson, Dan Stevens, Boyd Holbrook, Ólafur Darri Ólafsson. Gênero: Suspense. País: EUA. “David Bowie is” — Documentário filmado a partir da exibição “David Bowie Is”, criada pelo Museu Victoria & Albert. Filmado na última noite da exposição em Londres, o documentário leva a audiência através dos objetos e das histórias, com participações especiais importantes que incluem Jarvis Cocker, Kansai Yamamoto e os curadores, Victoria Broackes e Geoffrey Marshall. Por que vale a pena? — David Bowie é o tipo de artista que transcende o meio musical, se tornando um ícone da cultura pop em proporções que poucas figuras públicas conseguiram com maestria. Ao contrário do pop atual, em que celebridades de nada se consagram por absolutamente nada, Bowie anda lado a lado da moda, estilo, cinema e música, mesclando todos os elementos em um só. Uma espécie de Odisseia do Rock, David soube explorar o aspecto físico e artístico para fazer o que hoje figuras caricatas como Lady Gaga tentam (e às vezes até conseguem), de forma exagerada e mais bizarra do que conceitual. Bowie trouxe vida ao glam rock e se popularizou com o folk psicodélico, algo que somente ele poderia fazer. Direção: Hamish Hamilton. Elenco: Vicky Broackes, Geoffrey Marshall, David Bowie. Gênero: Documentário. País: Grã-Bretanha. “Homens, Mulheres e Filhos” — Adultos, adolescentes e crianças amam, sofrem, se relacionam e compartilham tudo, sempre conectados. A internet é onipresente e, nesta grande rede em que o mundo se transformou, as ideias de sociedade e interação social ganham um novo significado. Algumas situações, como um casal que não tem intimidade, uma garota que quer ser uma anoréxica melhor e um adolescente que vive num mundo de pornografia virtual, fazem o espectador repensar as relações humanas. Por que vale a pena? — Adam Sandler no drama? Não, isso não é erro de digitação, tampouco confundimos os nomes. Adam está mesmo em um drama social, que aborda as relações interpessoais e a complexidade humana que cada qual lida diariamente. Parece loucura e até mesmo inadequado, mas o comediante responsável por bons filmes e algumas péssimas bilheterias sai de sua zona de conforto mais uma vez aos 48 anos de idade, e adentra a um universo que não é comédia-dramática, como é o caso de “Espanglês”, e tenta ir mais fundo na compreensão da mente humana e seus “demônios” — todas aquelas coisas assustadoras que todos lidamos em nosso íntimo —, como ele previamente nos apresentou nos remotos anos 2000, com “Reine Sobre Mim”. Direção: Jason Reitman. Elenco: Ansel Elgort, Adam Sandler, Jennifer Garner, Kaitlyn Dever. Gênero: Drama. País: EUA.

Edição EDIÇÃO 16961




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