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ILUSTRADO
Quarta-feira, 06 de Outubro de 2010, 19h:42

ITINERÂNCIA

Oiticica vai rodar o Brasil

A exposição “Hélio Oiticica – Museu é o mundo” irá circular pelo Brasil. A itinerância da mostra, que será levada a Brasília e Belém nos próximos meses e custará R$ 1,5 milhão. Após o processo de higienização das obras afetadas pelo incêndio, começa a restauração propriamente dita das obras danificadas no ano passado com investimento de mais de R$ 800 mil do Ministério da Cultura (MinC). No total, o MinC investirá mais de R$ 2,3 milhões na recuperação e difusão da obra de Oiticica. Com apoio e parceria estratégica do Ministério da Cultura (MinC), esta é a mais completa retrospectiva sobre o artista, com exibição de cerca de 90 obras, além de filmes, fotografias e documentos, ancorada pelo Paço Imperial e pela Casa França-Brasil. Para César Oiticica Filho, sobrinho de Hélio e um dos curadores da mostra, “a exposição prova que a obra de Hélio Oiticia não acabou. Pelo contrário, ela está mais viva do que nunca”. Ele conta que está cumprindo a vontade do tio. “Era isso o que o Hélio queria: colocar todo o seu percurso de artista, desde a adolescência até o final de sua obra, com a exibição de obras e categorias que nunca foram mostradas na sua plenitude”, explica. Desde o incêndio que atingiu o depósito das obras, em 16 de outubro de 2009, as ações se concentraram em higienizar os trabalhos. Agora, o foco será restaurar telas e peças, com o objetivo de incorporá-las à exposição já em 2011. “Essa primeira parte do trabalho foi concluída pelo Ministério da Cultura e pelo Ibram [Instituto Brasileiro de Museus], numa ação rápida e eficaz, que começou já no dia seguinte ao incêndio, o que reduziu o prejuízo e evitou qualquer dano irreversível às obras”, diz César. Após o Rio de Janeiro, que sedia a exposição entre 11 de setembro e 21 de novembro, a mostra seguirá em dezembro para o Museu Nacional, em Brasília, e, no começo de 2011, para Belém, em local a ser definido. César Oiticica considera fundamental esta itinerância. “É muito importante, porque chegará a cidades que ainda não conheciam as obras de Hélio Oiticica”, comemora. “Sinto falta de fazer este tipo de exposição fora do eixo Rio-São Paulo, porque é muito grande e a logística é muito difícil e cara”, acrescenta o curador.

Edição EDIÇÃO 16967




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