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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 02 de Maio de 2009, 12h:48

PRESTÍGIO

OEMT concorre ao Prêmio Carlos Gomes

Para levar o prêmio, OEMT terá que vencer a gigantes da música orquestral em nosso país: nada menos que a Osesp [SP] e o Quinteto Villa-Lobos [RJ]

Pelo trabalho de divulgação da música brasileira por meio dos concertos populares realizados ano passado, em 22 estados brasileiros, a Orquestra do Estado de Mato Grosso foi indicada a uma das mais prestigiosas premiações musicais do gênero no Brasil, o Prêmio Carlos Gomes de Ópera e Música Erudita, que este ano chega a sua XII edição. Mas não será fácil. A Orquestra do Estado de Mato Grosso concorre com dois gigantes da música orquestral em nosso país, nada menos que a Osesp [SP] e o Quinteto Villa-Lobos [RJ], na categoria Conjunto de Câmara. Os vencedores do Prêmio Carlos Gomes serão apontados por um grupo de 200 especialistas de todo o Brasil e pela votação popular, realizada pelo site www.premiocarlosgomes.com.br até o dia 05 de maio. O Prêmio Carlos Gomes destaca os artistas e grupos orquestrais e de ópera que mais se destacaram por suas realizações em 2008. Serão 12 categorias: Solista Instrumental, Regente, Conjunto de Câmara, Orquestra Sinfônica, Cantor Solista, Cantora Solista, Regente de Ópera, Direção de Cena, Figurino, Cenário, Iluminação, Espetáculo de Ópera. E ainda o Troféu Guarany, em reconhecimento ao conjunto da obra de seu ganhador. Tem ainda o prêmio aos incentivadores da música, Troféu Pedro II, que não participará do processo de votação. Cada vencedor receberá um diploma, um troféu, e R$ 3 mil em dinheiro. O homenageado com o Troféu Guarany receberá R$ 5 mil. O Troféu Pedro II não tem prêmio em dinheiro. Os vencedores serão conhecidos no dia 11 de maio, na cerimônia de entrega do XII Prêmio Carlos Gomes na Sala São Paulo, com concerto da Sinfônica de Campinas, sob regência de Lígia Amadio. Sobre a indicação, o maestro e diretor artístico da OEMT, Leandro Carvalho adiantou: “Recebemos com muita honra e alegria a indicação do Prêmio Carlos Gomes. Figurar na final, acompanhado de grandes nomes, já nos faz sentir recompensados pelo árduo trabalho que desempenhamos nos últimos anos”. Fazendo jus ao nome Criado em 1996, o Prêmio Carlos Gomes, desde seu surgimento, tem um mesmo propósito: homenagear, em primeiro lugar, um dos maiores artistas da história do país, o compositor Carlos Gomes; em segundo lugar, honrar músicos e personalidades que lutavam por sua arte em um contexto muitas vezes pouco receptivo, o mesmo meio que, guardadas as devidas proporções, havia feito com que Carlos Gomes morresse praticamente na miséria em seu país, após uma carreira de prestígio na Itália. Ao mesmo tempo, com a escolha dos melhores da música erudita e ópera brasileiras, esperava-se criar um universo de referências para o setor, consolidando seu vigor tanto internamente como perante a vida cultural mais ampla do país. Um prêmio que pretendia transformar uma realidade adversa precisava, antes de mais nada, conseguir sobreviver em meio a ela. A trajetória do Carlos Gomes, nesse sentido, foi marcada por alguns acidentes, entre eles a luta por patrocínio ou a busca, ano a ano, por critérios bem definidos de premiação, o que em alguns momentos gerou debates acalorados. Ao mesmo tempo, porém, o Prêmio Carlos Gomes corrigiu injustiças, premiou artistas que, possivelmente, seriam enterrados pela ação do tempo e do descaso; revelou jovens talentos; deflagrou e consolidou carreiras; acompanhou a descentralização da produção, fenômeno mais marcante dos últimos anos de atividade musical no país; discutiu a importância da memória na construção de uma tradição musical; e sinalizou o desejo de profissionais, críticos e especialistas, de encontrar no mercado musical uma coerência de talento e iniciativas. No final das contas, o saldo de onze edições revela um universo de premiados que, uma pesquisa na programação dos últimos anos mostra, estiveram entre aqueles artistas que mais contribuíram com idéias e projetos para a música brasileira. Se estendermos o olhar para a lista de indicados, a percepção se confirma mais. Levando em consideração os ventos e ventanias do mercado, da economia e da vida política, o saldo é positivo. Mais do que isso. Em seus acertos e erros, triunfos e dificuldades, de alguma maneira o Prêmio Carlos Gomes conseguiu ser um microcosmo da realidade da música brasileira na última década.

Edição EDIÇÃO 16966




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