ILUSTRADO
Terça-feira, 05 de Fevereiro de 2013, 20h:59
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ORQUESTRA SIMBÓLICA
O rap com pegada erudita russa
A combinação dos diferentes sons produzidos pelos artistas da música brasileira é algo que pode reverter em excelentes resultados, quando esse tipo de trabalho é bem feito. Há poucos dias, em São Paulo, o rapper carioca Shawlin lançou seu novo CD, Orquestra Simbólica. Em dois shows de lançamento do novo trabalho, em São Paulo, Shawlin foi acompanhado por uma orquestra que teve como regente Arthur Verocai, maestro que já trabalhou com expressões da música nacional como Elizeth Cardoso, Gal Costa, Ivan Lins, Jorge Bem Jor, Ana Carolina e Marcelo Jeneci. Shawlin nasceu em 1984 e aos 15 anos gravou seu primeiro som, Aliança. Com essa idade participou de um coletivo que bombou na internet, o Quinto Andar, grupo que foi o primeiro fenômeno musical brasileiro da internet. Mais recentemente, em 2007 lançou seu álbum primeiro, Ruas Vazias, com participação do rapper português Sam the Kid. Em 2009 apresentou Ordem de Despejo, do coletivo Subsolo. Os shows de lançamento contaram com a participação de artistas como DJ Mako, Chayco e Funkero. Também foi registrada a participação especial de Black Alien, Juju Gomes, Papatinho e Renato Biguli. O encontro de todos esses músicos integra o projeto Cem Palavras, uma iniciativa do Sesc, que aproxima MCs de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com músicos e cantores de outras vertentes do cenário musical brasileiro. Ainda sobre o novo CD de Shawlin é importante o registro de que suas 20 faixas refletem influências da música erudita russa. O projeto gráfico da capa flerta com a imagem do homem moderno e a narrativa do álbum também aponta nessa direção. Entre as faixas, há participações de Black Alien e Luiz Melodia.