ILUSTRADO
Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010, 09h:26
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CINEMA
O mundo da imaginação
O Lobisomem encarnado por Benício Del Toro, e Percy Jackson e o Ladrão de Raios são os dois novos títulos que chegam às salas
Claudio de Oliveira
Da redação
Com dois filmes fantásticos estreando no cinema a diversão parece garantida. São monstros e mitos ou ambos que aportam pelos telões da cidade. O Lobisomem e Percy Jackson e O Ladrão de Raios navegam pelo mundo da imaginação. O Lobisomem é uma refilmagem do clássico original de 1941, estrelado por Lon Chaney Jr. Neste remake a época é a mesma, ambientada na Inglaterra Vitoriana. No filme, o personagem de Benício Del Toro, Larry Talbot, retorna à sua cidade natal para investigar o desaparecimento misterioso do seu irmão e reencontrar o seu pai. Ao passear pela floresta com uma jovem, ele acaba sendo atacado e mordido por uma criatura, recebendo assim a maldição do lobisomem, se transformando na besta em noites de lua cheia. No elenco ainda estão Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes), como o pai de Larry Talbot, Emily Blunt (O Diabo Veste Prada) e Hugo Weaving (V de Vingança), que interpreta um agente da Scotland Yard enviado para a investigação do caso. A produção enfrentou diversos problemas depois que entrou na sala de edição. O primeiro foram as cenas adicionais necessárias para dar um tom mais selvagem ao ataque do lobisomem. Depois, o filme passou por quatro atrasos na data da estreia. Nos finalmente Danny Elfman foi substituído na composição da trilha sonora e a Universal contratou os editores Mark Goldblatt e Walter Murch para finalizarem a edição do filme. Segundo o site Slashfilm o problema estaria na edição do projeto. O estúdio queria que o filme ganhesse um tom mais selvagem, elemento que segundo informações de dentro da produção, estariam faltando. Goldblatt já tem experiência na cadeira de edição, tendo trabalhado nas edições dos dois primeiros filmes da franquia O Exterminado do Futuro além de Pearl Harbor e Armageddon. Já Murch ganhou Oscar por edição de som por Apocalipse Now e edição de Cold Mountain. O problema é que o filme já estava totalmente editado. Todavia isso pode render uma boa quantidade de extras para a versão em DVD. O longa tem direção de Joe Johnston (Jurassic Park III) e o roteiro foi desenvolvido por Andrew Kevin Walker (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça) e David Self (Estrada para a Perdição). O diretor Johnston está em produção Jurassic Park 4 e Capitão América pro ano que vem. Percy Jackson e O Ladrão de Raios O filme é baseado no livro homônimo de Rick Riordan. O livro narra a aventura de um rapaz chamado Percy Jackson descobre que é um meio-sangue, filho do deus grego, Poseidon (McKidd). Quem interpreta Percy é Lerman que tem 18 anos e quando começou era apenas um menino em Efeito Borboleta. De lá para cá fez quatro filmes o ultimo Gamer (2007). Depois de descobrir seu sangue azul ele sai em uma maratona cruzando a América para salvar a sua mãe (Catherine Keener, Onde Vivem os Monstros), devolver o raio de Zeus (Sean Bean, A Morte Pede Carona/Senhor dos Anéis), e prevenir uma guerra entre os deuses. É claro que o mito é atualizado, no caminho encontram a Medusa (Uma Thurman, Kill Bill), enfrentam monstros e caem numa armadilha em Vegas com a flor de lótus... Seu destino final é o inferno onde encontram Hades (Steve Coogan, Uma Noite no Museu) e sua esposa bem moderninhos. Ele não encara o desafio sozinho, mas com um turma de amigos especiais: Annabeth Chase (Alexandra Daddario, Um Amor JOvem), também uma meio-sangue filha de Athenas, e Grover Underwood (Brandon T.Jackson, A Fada do Dente), um sátiro. O livro é tido como parte da safra mágica inspirada por Harry Poter, contudo por causa da fonte mitológica é mais bem tratado pelos intelectuais (ou pseudos) que a saga do bruxinho. Para o crítico Heitor Augusto no cineclick.uol.com.br Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem a mão de um diretor acostumado a trabalhar com aventuras infanto-juvenis, praticamente assexuadas, que garantem diversão, suspense, auto-ironia e o necessário humor. Chris Columbus equilibra esses ingredientes ao comandar um filme que traz a mitologia grega para os dias de hoje. O Olimpo, morada dos Doze Deuses, virou o Empire State Building, em Nova Iorque, enquanto a entrada para o Inferno, controlado por Hades, fica bem escondida em Hollywood. Parece até Mundo de Sofia (aquele livro-guia básico de filosofia), mas voltado para o cinema de aventura e focado na mitologia.