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ILUSTRADO
Segunda-feira, 04 de Junho de 2007, 18h:58

AML

O médico e o sonho de ser imortal

ADRIANA NASCIMENTO
Da Reportagem
Para contribuir de forma mais incisiva nas políticas social e cultural do Estado é que o psiquiatra, Josemar Honório Barreto, pleiteia vaga na Academia Mato-grossense de Letras para a Cadeira número 5, que foi de outro médico, Clóvis Pitaluga. Para isso, ele terá que concorrer com mais dois candidatos, na segunda quinzena deste mês. Barreto já tem três livros publicados e mais três prontos e acredita que ser um imortal lhe oferece um argumento a mais para incrementar a cultura mato-grossense. Como lida há mais de 20 anos na medicina com pacientes que têm problemas com álcool e drogas, dois de seus livros publicados (“Um médico no div㔠e “Onde estão os loucos - a loucura é aqui”) versam sobre estes assuntos e o terceiro (“O difícil caminho em busca do amor”) é um romance, estilo que aprendeu a admirar e que não quer mais deixar. Tanto que duas, das obras que já estão prontas, também são romances. “Escrever é uma cachaça! A gente vicia”, brinca ele, fazendo alusão aos seus dois ofícios. Entre os autores que admira, estão desde os clássicos (Machado de Assis a Dostoievski) até os contemporâneos como: Jorge Amado, Avelino Tavares e João Ubaldo Ribeiro. Mas seu livro de cabeceira é um de Alberto Cury sobre psiquiatria para leigos. Barreto tem 60 anos. É um goiano-brasiliense, como se define. Formou-se em medicina em 1974 na Universidade de Brasília. Além da medicina e da escrita ‘tenta’ aprender teclado. Se eleito, garante que a AML promete ser um ferrenho defensor do resgate e preservação da tradição e do novo na literatura do Estado. Dentre seus defeitos ele aponta o fato de não concordar com o mundo real e sua virtude é o fato de estar sempre em busca da humildade e do amor.

Edição EDIÇÃO 16967




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