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ILUSTRADO
Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011, 18h:21

SHOW

O Espectro pantaneiro

No próximo final de semana o público cuiabano terá a oportunidade de conhecer o trabalho instrumental de Sidnei Duarte

Martha Baptista
Da Reportagem
A palavra espectro tem vários significados, nos campos da física, matemática, política e biologia. Aplicada à música, a expressão “espectro sonoro” significa a distribuição, no domínio das frequências, do conjunto de todas as ondas que formam um som. Seja onde for, o termo espectro traz embutida a ideia de amplitude, diversidade. No final desta semana, o público de Cuiabá terá a oportunidade de conhecer “Espectro Pantaneiro”, show de música instrumental que Sidnei Duarte vai comandar no Teatro do Sesc Arsenal, ao lado de um time de feras: Samuel Smith no baixo, Sandro Souza na bateria e Phellyppe Sabo no saxofone. Sidnei é graduado em Física e trabalha como professor na área. Aos 38 anos, ele acredita que agora tem condições de deixar que a música ocupe um papel mais preponderante na sua vida, que sempre mereceu. De família humilde, Sidnei achou que não poderia depender totalmente de seu talento musical para sobreviver e, como gosta muito de estudar, dedicou parte de seu tempo a uma ciência que geralmente assusta os leigos: a física. Mas isso não impediu que paralelamente estudasse para ser um exímio instrumentista. Paulistano, Sidnei mudou-se para Cuiabá ainda menino e foi aqui que iniciou seus estudos no violão com Toni Fernandes, irmão do baixista Fidel Fiori. “Muita gente que toca hoje aprendeu muito com esses dois”, conta. Depois foi discípulo de músicos renomados como o mineiro Toninho Horta e o carioca Hélio Delmiro – dois dos maiores violonistas e guitarristas brasileiros. Aliás, a sonoridade de Sidnei Duarte na guitarra lembra muito a de Toninho e Delmiro – é delicada, precisa, sofisticada e muito harmoniosa. Hoje, o músico mato-grossense também se dedica à viola de cocho e é integrante da Orquestra do Estado de Mato Grosso (OEMT). Na próxima apresentação da OEMT, a ser realizado nos dias 5 e 6 de novembro, Sidnei vai tocar guitarra e está especialmente emocionado com a chance de participar de um concerto em homenagem aos 90 anos do compositor e bandeonista argentino Astor Piazzolla (1921-1992), ao lado do bandeonista Carlos Corrales, que é discípulo do mestre. LANÇAMENTO DE CD Essa versatilidade e o virtuosismo de Sidnei Duarte poderão ser apreciados no show “Espectro Pantaneiro”, que é o pré-lançamento do CD instrumental autoral do musico. No CD, ele contou com a participação do baixista Ebinho Cardoso, amigo de longa data que está hoje dando aulas e se apresentando nos Estados Unidos, e também com o pianista Ones Miguel. Quem for ao Teatro do Sesc Arsenal na sexta-feira e no sábado, vai ouvir do jazz ao pop, passando pela música regional. Além de várias composições do próprio Sidnei, como “Espectro Pantaneiro”, um chamamé que dá nome ao trabalho, o público terá a oportunidade de conhecer e/ou matar as saudades de um som bem jazzístico. Charlie Parker, John Coltrane, John Scofield e Pat Metheny serão alguns dos ícones do jazz norte-americano lembrados, ao lado de grandes violonistas brasileiros como Garoto e Guinga. Sidnei vai também apresentar um compositor norte-americano mais novo, Kurt Rosenwinkel (nascido em 1970), que é de uma geração de guitarristas pós Pat Metheny. O show contará com uma equipe de apoio especial: a mulher de Sidnei, Yandra Bastos, está dando uma força na direção e na iluminação; os amigos Protásio Morais e Dewis Caldas ficaram responsáveis pela produção de imagens que vão reforçar o clima deste “espectro pantaneiro”. A mistura do jazz mais contemporâneo com a música regional mato-grossense deve dar o que falar. SERVIÇO O QUE: Show “Espectro Pantaneiro” com Sidnei Duarte e banda ONDE: Teatro do Sesc Arsenal QUANDO: sexta-feira (28) e sábado (29) QUANTO: Entrada a R$ 15 (inteira), R$ 7,50 (meia) e R$ 5 (comerciários) MAIS INFORMAÇÕES: (65) 3616-6901

Edição EDIÇÃO 16961




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