ILUSTRADO
Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011, 20h:52
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EXPOSIÇÃO
Novo espaço de cores
Duas artistas inauguram a galeria Fogaça com pouco mais de quarenta obras em técnica mista. Muitas cores e algumas experimentações podem ser apreciadas
Claudio de Oliveira
Da Redação
Uma exposição é sempre um acontecimento marcante na vida do artista. Alguns sabem exatamente quantas foram aonde aconteceram e até as impressões que tiveram. Outros, contudo, não param para anotar nem na memória. Odete Venâncio é uma destas artistas. Perguntada qual era o número desta ela dispara: Foram tantas emoções (risos). Nem sei. Nem conto. Pergunto, então se lembra daquelas feitas fora do estado: Bem... Piracicaba, Brasília, Belo Horizonte e por aí vai. Penso comigo que descobri um apego. Algum prêmio que a senhora destacaria na carreira? Algum que tenha mais apego? (risos). Não tenho apego nenhum não. O prêmio, como estar entre os vinte finalistas do Mestre de Cultura Popular do Centro-Oeste, é bom, mas ele corresponde àquele momento. Passado, estamos aqui aprendendo de novo. Todo dia eu estou começando declara Odete. Odete tem mais de vinte anos de estrada e hoje tem dedicado pelo menos um dia da semana a ensinar, algo que já lhe pesa as costas. Todavia a artista diz que ainda não fez uma exposição internacional e que almeja chegar aonde os quadros inclusive já chegaram. Já vendi muito para o exterior disse Venâncio. A exposição Espelho reúne 22 obras em técnica mista, são óleo e acrílico sobre tela e também sobre madeira. Ela retorna à temática indígena, a qual já retratou em outras ocasiões (pelo menos duas outras exposições). Para a artista os índios também são espelhos da comunidade. Um espelho interior, o espelho da alma. A inspiração segundo ela veio de fontes secundárias, são reportagens, fotografias e artigos científicos que retratam em especial a comunidade do xinguana. Entre as etnias ela citou os cinta-larga e os Umutina, apesar de confessar que os nomes das etnias correram da sua memória na hora. Junto com Odete inaugura o espaço da galeria Fogaça a artista plástica Zilda Bharradas. A artista está mais acostumada aos bastidores, à produção cultural e à coordenação executiva de exposições e projetos culturais. Esta é a sua quarta individual, segundo ela todas em Mato Grosso e além destas houve outras coletivas. Zilda explica que a exposição Cores Modernas é composta por vinte obras, são telas em técnica mista (óleo sobre tela, óleo sobre papel e acrílico sobre tela). Bharradas classifica seu trabalho como moderno-contemporâneo. As telas são formadas por outras telas, são dípticos, trípticos, até mais, em formas que fogem o convencional e misturam o figurativo com o abstrato abusando das cores. Ambas as exposições tem o patrocínio do governo do estado de Mato Grosso por meio da lei estadual de incentivo à cultura (PROAC). As exposições inauguram a galeria Fogaça que fica na Rua Orivaldo M. de Souza, 1100, no bairro Ribeirão do Lipa (Ao lado do Centro de Eventos do Pantanal). A abertura é hoje, às 19h30. A exposição fica em cartaz até o dia 4 de março em horário comercial, das 8h às 18h. A entrada é grátis.