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ILUSTRADO
Sábado, 22 de Agosto de 2009, 08h:00

AUDIOVISUAL

Nenhum curta de MT no Festival deste ano

Na categoria curta metragens são 14 concorrentes, entre os vídeos oito disputam e no segmento videoclipes quatro títulos foram selecionados

A 16ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, que acontece entre 5 e 11 de outubro, já terminou de selecionar as categorias Curta-metragem, Vídeo e Vídeo-clipe. Ao todo são 14 concorrentes no primeiro segmento; oito no segundo e quatro no terceiro. Ao contrário de anos anteriores, Mato Grosso não teve nenhum Curta-metragem inscrito. Para Daniele Borges, responsável pela direção de produção do evento - promovido pelo Instituto Cultural América (Inca) - é bem provável que esse ‘sumiço’ de produções mato-grossenses tenha ocorrido pela falta de incentivo e investimento por parte do poder público ao segmento audiovisual nos últimos anos. Sendo assim, este ano, São Paulo e Rio de Janeiro lideram com quatro curtas cada. Outros dois são de Minas Gerais; dois de Brasília; um de Porto Alegre e um de Vitória/ES. Para o presidente do Inca, Luiz Borges, o festival vinha, nos últimos três anos, dando alerta sobre a redução de recursos para o setor. O que, para muitos, era compreendido como uma questão localizada e pessoal do evento. Sendo assim, o rico universo das produções de outros Estados, que será exibido nesta edição, em contraste com a ausência da produção mato-grossense, é a prova de que o setor encontra-se em crise. E que a política de desenvolvimento do audiovisual necessita de ajustes. “Eis que chega hora de os produtores assumirem seu papel em defesa desta produção, pois caso contrário, em breve o cinema mato-grossense, que acabou de completar 100 anos, estará totalmente enterrado pela indiferença, insensibilidade e despreparo de nossos governantes em compreender que imagem e som são produtos de consumo de primeira necessidade das sociedades modernas”, diagnostica Borges. Enquanto atitudes não são tomadas o festival segue seu curso. O destaque da lista dos selecionados paulistas é a animação stop motion (com bonecos) “Dossiê Rê Bordosa”, de César Cabral. A estória narra a morte de Rê Bordosa, personagem de quadrinhos do cartunista Angeli. O filme se propõe a analisar, de forma documental, as causas que levaram o autor a “matar” a personagem, uma das mais importantes dos quadrinhos brasileiros, no auge de sua popularidade. A narrativa é investigativa: os perfis do ‘assassino’ e da ‘vítima’ são construídos ao longo do filme. Depoimentos, imagens de arquivo e reconstituições do crime são os materiais para esse filme cheio de verdades e mentiras em que ficção e realidade se confundem. Muitíssimo premiado o ‘Dossiê...’ traz no currículo Menção honrosa no 13º Festival É Tudo Verdade; Melhor Roteiro e Trilha Sonora no 12º Festival de Recife CINE/PE; Melhor Curta Nacional no 1º Festival de Cinema Paulínia/SP; Melhor Animação Brasileira no 16º Festival Animamundi e muitos outros. Mas nem só de Angeli viverá o Festival de Cuiabá. Os paulistas trazem ainda: “Menino Aranha”, de Mariana Lacerda; “O menino que plantava invernos”, de Victor Hugo Borges e; “Booker Pittman”, de Rodrigo Grota. O primeiro fala de uma lenda urbana real contada no Recife na década de 90. Em “O menino que plantava...” o fio condutor da trama discorre sobre se um menino poderá derrotar um maléfico dragão ou se está enfrentando algo muito maior do que poderia imaginar. Já “Booker...”, conforme diz o reticente diretor, traz Londrina, jazz e os anos 50. Lista - Na lista carioca estão: “Wenceslau e a árvore gramofone”, de Adalberto Muller; “Depois das nove”, de Allan Ribeiro; “Engano”, de Cavi Borges e; “Blackout”, de Claudine Franco. De Minas Gerais vêm: “Os filmes que não fiz”?, de Guilherme Fiúza e Cristiano Abud e; “A arquitetura do corpo”, de Marcos Pimentel. Brasília apresenta: “Brasília”, de J. Procópio e; “Para pedir perdão”, de Ibere Carvalho. De Porto Alegre vem “Fogo”, de Hique Montanari e da capital do Espírito Santo o representante é o curta “Homens”, de Lúcia Caus Bertrand Lira. Vídeos - Dentre os selecionados em Vídeo apenas um é de Mato Grosso. É “Parafuso solto”, de Eduardo Ferreira (Cuiabá). Os demais são: “Dar luz”, de Leandro Godinho (SP); “Contra a hierarquia das coisas assépticas”, de Cris Ventura e Mariana Campos (MG); “Spetaculum”, de Juliano Luccas (SP); “A casa dos mortos”, de Débora Diniz (Brasília); “Bolívia te extraño”, de Dellani Lima e Joacélio Batista (MG); “Hoje tem ragú”, de Raul Labancca (RJ); “Na base”, de Daniel Tupinambá (SP). Vídeo-clipes - Em vídeo-clipes quatro foram selecionados e são todos mato-grossenses. Três são do diretor Leonardo Sant?ana e o outro de Dríade Aguiar, Lígia Torres e Felipe Dandolini. Sant’ana concorre com os clipes “Branco ou tinto – Vibração”, “Mandala Soul” e “Amazônia - Johnny Éverson”. Já Dríade e companhia concorrem com “Dias Snorks”. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16962




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