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ILUSTRADO
Quinta-feira, 13 de Junho de 2013, 20h:32

ICONOCLÁSSICOS

Mostra com cinco ícones das artes termina domingo

Ainda dá tempo de assistir à Mostra de Cinema Iconococlássicos, que começou ontem e prossegue no sábado e domingo no Sesc Arsenal. Hoje não haverá sessão. No evento serão exibidos cinco filmes inspirados na obra ou na vida de grandes e polêmicos artistas brasileiros: Itamar Assumpção, Paulo Leminski, Nelson Leirner, Zé Celso Martinez Corrêa e Rogério Sganzerla. As sessões são gratuitas. Neste sábado, às 19h, será exibido “Ex Isto”, que se baseia no romance “Catatau”, do poeta Paulo Leminski. O diretor Cao Guimarães escolheu inspirar-se livremente no romance, escrito em 1975, umas das obras mais emblemáticas de Leminski na qual o autor se deixa levar por uma hipótese histórica: “E se René Descartes tivesse vindo ao Brasil com Maurício de Nassau?”. Ainda no sábado, a partir das 20h30, será a vez de “Daquele Instante em Diante”, do diretor Rogério Velloso, inspirado no instrumentista e arranjador Itamar Assumpção. Para realizar o filme, Velloso garimpou imagens raras em acervos e arquivos particulares de Assumpção. Durante dois anos mergulhou em um processo intenso de entrevistas e seleção de trechos em mais de 180 horas de gravações. O domingo reserva duas sessões. Às 19 horas, será exibido “Assim É, Se Lhe Parece”, dirigido por Carla Gallo. O filme traça um retrato do pintor e desenhista Nelson Leirner “sem a pretensão de alcançar a verdade e é avesso ao enaltecimento do artista”, observa a diretora. Nesse documentário, o público se vê às voltas com a arte irreverente, crítica e provocativa de Leirner, traduzida na sua forma de pensar arte e de viver a vida. A sessão das 20h30 será dedicada a “Evoé – Retrato de Um Antropófago”, sobre o dramaturgo Zé Celso, fundador do Teatro Oficina. No filme, o diretor Tadeu Jungle mistura de forma labiríntica depoimentos recentes e imagens históricas da carreira do diretor, ator e dramaturgo Zé Celso. Personagem único, ele guia o documentário como narrador principal. Entre os arquivos utilizados no documentário estão programas jornalísticos, vídeos pessoais do artista e registros dos espetáculos e bastidores do Teatro Oficina, fundado em 1958. Na primeira noite de exibição, ontem, aconteceu a exibição de “Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz”, dirigido pelo sul-mato-grossense Joel Pizzini. O “filme-ensaio” é uma homenagem a um dos grandes cineastas brasileiros.

Edição EDIÇÃO 16967




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