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Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Segunda-feira, 19 de Março de 2012, 21h:24

Março-mulher

No último dia 1º participamos da abertura das comemorações programadas pela Sala da Mulher, da Assembléia Legislativa, em seguida, a exposição Mulheres... E Que Mulheres! organizada pelo Instituto da Memória daquela Casa de Leis, tendo, à frente da instituição, a dinâmica Isis Catarina Martins Brandão. Desta feita, recebeu destaque a deputada Luciane Borba Azóia Bezerra - atualmente, única voz feminina na Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Ouvimos depoimentos assustadores relacionados com a queixa das mulheres, pelos maus-tratos recebidos do companheiro, seja esposo ou, simplesmente, companheiro. Vimos documentário mostrando homens na penitenciária, os quais perderam sua liberdade e, até então, não entenderam a causa de estar no presídio, uma vez que, na sua argumentação, não devia viver ali, enquadrado que fora, na lei Maria da Penha... Ele maltratou a mulher com palavras, com pontapés, com humilhação e, para completar, ainda, bateu nela, tratamento que nunca havia recebido dos seus pais, razão da sua vida. Isso me fez lembrar de uma amiga, de pouco estudo, mas suficientemente instruída para diferenciar o bem do mal, criada que fora num lar respeitoso e sadio. O marido, em discussão, alegou que ela, esposa, dava mais valor ao próprio pai, do que a ele, marido. Ela confirmou a suposição dizendo que, seu genitor, cuidou dos filhos com responsabilidade, os encaminhou ao estudo - elementar, é claro -, e os colocou úteis a si e à sociedade onde viviam. Quanto a ele, ela o encontrou na rua. Bem falado!... pois, os namorados, os maridos são encontrados nos passeios; a eles, não devemos nossa formação; eles nos encontraram criadas, prontas para servi-los. Daquelas que até tomam surra do marido, a resposta está nos dizeres da música “Cara que mamãe beijou/ Vagabundo nenhum põe a mão/... Mas o mundo não é feito somente de homens maus... Há cavalheiros que tratam as mulheres com muita fineza e respeito. E não precisa ser tão instruído, basta que tenha educação. Aqui um parêntese: meu pai, Tarcílio Fernandes de Queiroz, não aceitava a sigla MEC - Ministério da Educação e Cultura; devia ser Ministério da Instrução e Cultura porque, Educação, você deve aprender em casa. Vejamos o lado romântico do sexo masculino, oferecendo poesias às amadas, as quais foram lembradas com músicas, como veremos a seguir: - Você só pensa em luxo e riqueza/ Tudo o que você vê, você quer/ Ai meu Deus, que saudade da Amélia/ Aquilo sim, é que era mulher/... - Iracema, eu nunca mais te esqueci/ Iracema, meu grande amor foi embora/ Chorei, eu chorei de dor porque/ Iracema, o meu grande amor foi você/... - Laura... que é da rosa dos cabelos / Laura... que é do vale sempre em flor.../ Ó Laura, que é do teu sorriso/ Ó Laura, que é do nosso amor? - Ai, ai, ai Isaura/ Hoje não poso ficar/ Se eu cair em seus braços/ Não há despertador/ Que me faça acordar.../ Eu vou trabalhar/... - Conceição, eu me lembro muito bem/ Vivia no morro a sonhar/ Com coisas que o morro não tem/... - Kalu, Kalu/ Tire o verde desses óio de riba d’eu/ Kalu, Kalu/ Não me mente que você já me esqueceu/... - Canta, Maria/ A melodia singela/ Canta, que a vida é um dia/ Que a vida é bela/ Oh! Minha Maria/... - Maria Helena, és tu/ A minha inspiração/ Maria Helena, vem/ Ouvir minha canção!... - Suely, és linda e fascinante/ Murmuro a todo instante/ Teu nome encantador/ Suely, és a simplicidade/ E a felicidade/ De um grandioso amor/... - E muito tempo passou/ Pensando em ser tão feliz/ Mas a Tereza, doutor/ Felicidade não quis/... - Luciana, Luciana, sorriso de menina/ De olhos do amor.../ Luciana, Luciana, abrace esta cantiga/ Por onde passar.../... - Maria, o teu nome principia/ Na palma da minha mão.../ E cabe bem direitinho/ Dentro do meu coração, Maria.../ ... E espaço está acabando... mas teria inspiração para cantar as letras A a Z, os nossos compositores de poucas letras, mas de grande sentimento... Acadêmica Nilza Queiroz Freire - Cadeira 14

Edição EDIÇÃO 16962




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