NA HORA
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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 13 de Abril de 2013, 12h:32

COLUNA ARTE REAL

LIGEIRAS REFLEXÕES

Márcio Cambahuba
Especial para o Diário de Cuiabá
“Todo homem tem o dever de procurar redimir-se por esforços próprios, embora buscando a Sombra benfazeja de uma “Árvore mais fértil para lhe abastecer a mente e o coração, com os bons frutos do Conhecimento e de Amor, que são os maiores tesouros que se pode alcançar na Terra ! “... Diz: “EGO SUM QUI SUM” (EU SOU QUEM SOU) ou Melhor: “Eu sou aquilo que todos vós sereis quando souberdes interpretar a famosa inscrição do Templo de Delphos: “NOSCE TE IPSUM” (CONHEÇA-TE A TI MESMO). Se assim não o quizerdes, então vos direi: “Sou FILHO das misérias e paixões humanas e por isso mesmo, preciso ser aquilo que a Voz do Silêncio exige que EU seja”. (Revista Dhâranâ nr. 21/24, de 1927 – Pg. 15) Henrique José de Souza - JHS A cada dia, melhor será dizer, a cada grau iniciático conquistado em sua essência, iniciação real e não tão somente simbólica, tenho comigo a nítida impressão que a linguagem dos graus de nosso Rito Maçônico, o REAA, para sua efetiva e verdadeira compreensão, mister ser faz o acompanhamento da transformação do iniciado, ou seja, que não fique tão somente no ritualismo cerimonial simbólico de cada grau, mas que o iniciado passe a vivenciar o que intectualmente lhe foi transmitido, portanto, esses conhecimentos transmitidos passam a serem muito mais que informações mas um modo de vida, de ser, de pensar e de agir. Só aí poderá remover os véus que cobrem o conhecimento “oculto” que contém por detrás de cada ensinamento dos graus Maçônicos. Percebe-se que em alguns graus trazem de forma cifrada conhecimentos que mesclam cosmogêneses com antropogêneses, que tão somente serão encontrados por quem possuem os códigos de linguagem para decifrar a mensagem. Mensagem que realmente é de luz, todavia é também de poder. Poder que nem todos estão preparados para manejá-lo, daí “Nec proditor, Nec prditus, innocens foret” (Não revelar, não transmitir por mais inofensivo que pareça), se faz necessário ocultá-la em simbolismo. Entretanto, sem deixar fechada plenamente a possibilidade de ser aberto o portal do verdadeiro conhecimento, ou a remoção dos véus que escondem o tesouro inefável. O simbolismo das Câmaras, do ambiente, através da teatralização que deveria passar aos iniciandos de cada Grau a mensagem precisa, e muito mais que isso, criar uma ambientação propícia para recordar de tais iniciações em vidas passadas, e assim, trazer a tona as lembranças de épocas e trabalhos já realizados no pretérito. Fato que muito ajudará no presente a transformação e superação do maçom para sua construção do Templo Íntimo. Henrique José de Souza, um Mestre fidedigno que conquistou os planos superiores do entendimento ensina a seus discípulos “reconstruir é o brado que nos compete”, que vem a ser a missão do autêntico Maçom. E mais adiante completa: “reconstrução é do homem, da família, da sociedade, das instituições...” Para reconstruir, e da forma melhor do que antes era, advêm os conhecimentos ou saberes da ciências como a matemática, astronomia, física, química, filosofia e etc. Por fim, a compreensão das forças que engendram a criação, que podemos chamar de espírito e matéria. A posse das habilidades científicas, aquecidas das virtudes morais conquistadas ao longo de um esforço audaz de vontade, capacita o homem vulgar a se tornar um campeão, um ser especial, um verdadeiro e legítimo Iniciado, e aí poder dizer e entender o que se diz: “EGO SUM QUI SUM”. “Reconstruir é o brado que nos compete”

Edição EDIÇÃO 16968




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