Diagnosticada com endometriose há seis anos, a atriz Larissa Manoela aproveitou a campanha Março Amarelo para falar publicamente sobre sua experiência com a doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce.
Segundo a artista, a falta de conhecimento sobre a condição fez com que ela acreditasse, durante anos, que sintomas como cólicas intensas, presentes desde a adolescência, eram comuns no período menstrual. "Minha dor era mais aguda, me impossibilitava de trabalhar", relata a atriz em vídeo publicado no Instagram.
Larissa contou que o diagnóstico trouxe medo, principalmente em relação à possibilidade de engravidar no futuro. "Fiquei muito assustada porque anos atrás, quando uma mulher era diagnosticada com endometriose, a chance de ter filhos era quase nenhuma. Meu maior sonho é ser mãe".
A endometriose é uma condição caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio, que reveste o útero, fora da cavidade uterina. Consequentemente, esse processo pode provocar inflamações crônicas e dores intensas. A doença atinge entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva.
No caso da atriz, o tratamento vem sendo realizado sem necessidade de cirurgia até o momento. Ela mantém acompanhamento médico regular, com consultas a cada seis meses, e aposta em mudanças no estilo de vida, como prática de exercícios físicos, ajustes na alimentação e uso de medicamentos quando necessário.
Larissa também destaca a importância de observar os sinais do próprio corpo e procurar orientação especializada diante de dores persistentes. "A gente acha que é só mais uma dorzinha, mas não é. Precisamos ouvir nosso corpo", afirma.
A campanha Março Amarelo busca reduzir o tempo até o diagnóstico da endometriose e combater a ideia de que dores incapacitantes durante o período menstrual são normais –um dos principais fatores que contribuem para a identificação tardia da doença.




