ILUSTRADO
Sábado, 26 de Julho de 2008, 13h:14
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COMEMORAÇÃO
José Agrippino de Paula tema de evento em SP
Ubiratan Brasil
Agência Estado
No dia 4 deste mês completou um ano que José Agrippino de Paula morreu. Bem, é o que dizem as estatísticas oficiais - em 69 anos de vida (faria 70 poucos dias depois), o guru do tropicalismo foi dado como morto diversas vezes, já que viveu esquecido no Embu das Artes durante uma longa temporada. E, como prova de que Agrippino continua presente, perambulando por aí seja lá em qual estado cármico, na semana que se encerra, em São Paulo, os feitos de Agripino foram comemorados com exibição de todos seus filmes, documentários sobre sua vida e obra, além de mesas-redondas e debates. "Se o tropicalismo teve Zé Celso no teatro, Gil, Caetano, Tom Zé, Torquato (e tantos outros) na música, Glauber no cinema, etc., etc., etc., teve Zé Agrippino de Paula na literatura", escreveu Mario Prata, em coluna publicada pelo "Estado" em 1997, época em que levantava a dúvida sobre seu paradeiro. Diagnosticado com um agudo caso de esquizofrenia nos anos 70, Agrippino vivia isolado na cidade de Embu desde então. Considerado incapaz pela Justiça, o artista, que chegou a perambular pelas ruas como um sem-teto, vivia sob a guarda legal de um irmão.