ILUSTRADO
Quarta-feira, 22 de Maio de 2013, 19h:54
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SIRIRI
Grupo Flor Ribeirinha no Sesc
Depois de se apresentar no Peru, o Grupo Flor Ribeirinha desembarca hoje no Palco Giratório,com o espetáculo Eis aqui, sempre em flor Mato Grosso
O Grupo Flor Ribeirinha revelou ao Peru um pouco do que vai ser apreciado em sua nova temporada. Convidados a integrar a caravana brasileira de divulgação das cidades-sede da Copa, a Goal to Brazil, no Peru, tiveram a melhor das recepções. Mas o resultado completo está reservado a plateia cuiabana, em apresentação nesta quinta-feira (23), pelo Palco Giratório. O espetáculo Eis aqui, sempre em flor Mato Grosso representa a inovação do siriri e cururu, numa espécie de resposta automática à contemporaneidade. A arte dos movimentos marcados pela efervescência das cores do folclore local vai ressaltar a cultura mato-grossense. Ao lançar mão de grandes cones de tecido de dois a três metros emoldurados por imagens do artista plástico Régis Gomes, vai contar a história da formação de Cuiabá, com bandeirantes e índios e a miscigenação cultural. De acordo com o diretor artístico e coreografo do grupo, Avinner Augusto, serão feitas quatro trocas de figurinos que vão realçar esse caráter documentarista. A história contada pelo espetáculo será deste momento até o siriri de hoje. A arte ribeirinha da cerâmica e os personagens deste universo também vão compor o espetáculo, explica ele. Na apresentação que ocorre no jardim do Sesc, em pleno dia de Bulixo, 14 casais de dançarinos vão ser embalados ora por siriri com mocho, ganzá e viola de cocho -, ora pelo rasqueado com flauta, violão e percussão. A ocasião vai funcionar como um termômetro, para as próximas apresentações do Flor Ribeirinha, pois eles se apresentam em julho, em um dos mais importantes eventos das artes cênicas do Brasil, o Festival Internacional de Dança de Joinville, em Santa Catarina. O ano é de grandes oportunidades para o grupo composto em sua grande parcela, por jovens de vários bairros da Capital. Em 2013 o Flor Ribeirinha comemora 20 anos. Oriundo do primeiro grupo de Cuiabá, o Nova Esperança, se mantém como um dos mais importantes representantes da cultura popular de Mato Grosso. SOBRE O GRUPO FLOR RIBEIRINHA Idealizado por dona Domingas Leonor, uma personagem peculiar no contexto cultural cuiabano, o Flor Ribeirinha é um dos mais famosos grupos de Siriri mato-grossense. Oriundo do antigo grupo Nova Esperança. Trabalha o Siriri - dança típica mato-grossense, realizada na região sul de Cuiabá há mais de 200 anos e que reflete o multiculturalismo brasileiro formado por índios, negros, portugueses e espanhóis. Em seu trabalho manifesta, numa coreografia variada; melodias alegres e letras que têm como mote a vida ribeirinha e as tradições religiosas. O Flor Ribeirinha tem a sua sede no Quintal da Domingas, na Comunidade Ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio. Quem quiser conhecer o trabalho que eles desenvolvem, o espaço está aberto para visitação do público. (Com Assessoria)