A Globo está cobrando do participante Pedro Henrique Espindola uma multa de R$ 1,5 milhão por quebra de cláusula contratual. Ele desistiu do BBB 26 em janeiro após assediar Jordana Morais. O vendedor ambulante processou a emissora e pede indenização de R$ 4,2 milhões por danos morais.
Por causa do processo, o contrato entre Pedro e Globo vazou na internet. Segundo apurou a coluna, a emissora enviou uma notificação aos representantes do ex-BBB informando que o pagamento da multa é obrigatório e que a situação se agravou devido à revelação de informações confidenciais.
De acordo com clausula 7.5 de condições gerais do contrato, a que a coluna teve acesso, o vazamento de um acordo ou de informações confidenciais do vínculo para a produção do reality show é considerada uma quebra de acordo, que tem pagamento de multa previsto.
No contrato, a cláusula de confidencialidade é perpétua. Ou seja, mesmo com o fim do vínculo formal, Pedro não poderia dar detalhes ou informações de forma pública, como fez na ação, sobre o acordo que assinou.
A informação, inclusive, deve constar na manifestação de defesa da Globo na ação movida pelo ex-BBB. A emissora foi formalmente notificada na última sexta-feira (20) e tem 15 dias para apresentar sua manifestação para a Justiça do Paraná.
Na ação que Pedro moveu contra a Globo, seus advogados expuseram os valores pagos a anônimos, algo até então não sabido e nem informado pela emissora. De acordo com os documentos, a Globo paga R$ 10,5 mil em uma parcela única aos selecionados não famosos que participam da atração —os chamados pipocas, no linguajar do reality.
Além disso, cada um deles ganha mais R$ 500 a cada semana que conseguem permanecer no programa. Com base nisso, a defesa de Pedro alega que ele deveria receber cerca de R$ 11 mil.
Caso alguém saia antes de sete dias completados, a Globo paga um valor proporcional. A emissora também afirma no documento que, caso a pessoa vire tema de um documentário, recebe R$ 100 mil.
O contrato é válido até fim de julho, mas pode ser finalizado 60 dias antes, no fim de maio, de forma gratuita, caso o canal e o participante assim o desejem. Neste período, participantes não podem dar entrevistas sem autorização expressa da empresa.
Pelas publicidades que eles realizam dentro da atração, uma surpresa: a Globo não paga qualquer quantia. Os participantes só recebem quando fecham acordos comerciais para suas redes sociais, que são gerenciadas pela empresa.
ENTENDA O PROCESSO
Pedro Henrique processou a Globo e pediu uma indenização de R$ 4,2 milhões por quebra de contrato e por dano moral e material. Ele também pede a anulação da rescisão de seu contrato de participação do reality.
O paranaense pediu para sair do programa em 18 de janeiro após tentar beijar à força a colega Jordana Morais na despensa da casa onde é gravado o reality show. O caso levou à abertura de investigação pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
No início de fevereiro, ele foi indiciado sob suspeita de importunação sexual. A apuração foi conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, que analisou as imagens do programa.




