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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 12 de Dezembro de 2015, 13h:21

BIENAL

Exposição recebeu quase 9 mil pessoas em Cuiabá

Foram 33 dias de exposição na capital mato-grossense, com a 31ª Bienal de São Paulo acolhendo público espontâneo e grupos agendados.

GRACIELE LEITE
Da SEC-MT
Em 33 dias de exposição na capital mato-grossense, a 31ª Bienal de São Paulo recebeu 8.879 visitantes entre público espontâneo e grupos agendados. Destes, estudantes de ensino fundamental, médio e superior, que chegaram a deslocar-se até 800 quilômetros para prestigiar a mostra, além de grupos de organizações sociais e adolescentes que cumprem medida socioeducativa. Os grupos vieram de dez municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Campo Verde, Alta Floresta, Jangada, Chapada dos Guimarães, Primavera do Leste, Barra do Bugres e Sinop. “Esta foi a maior itinerância da 31ª Bienal de São Paulo, tanto em número de obras quanto em equipe do educativo. A condução do projeto e o envolvimento das pessoas foi um diferencial. Cuiabá fechou a mostra com chave de ouro”, destacou Pablo Tallavera, da equipe de coordenação do Educativo Bienal. Cuiabá foi a última cidade a receber a 31ª Bienal de São Paulo antes do lançamento da 32ª edição, que trará o tema “Incerteza viva”. Na capital mato-grossense, a exposição começou as formações de educadores da rede pública de ensino e mediadores, que ocorreu em outubro. Depois, o lançamento e abertura para o público, entre 3 de novembro e 6 de dezembro, no Palácio da Instrução. No período, ainda foram realizadas palestras, oficinas e a atividade “O artista vai à escola”, na qual Arthur Scovino esteve em cinco escolas públicas para conversar com os estudantes sobre o tema da Bienal: “Como (...) coisas que não existem”. A proposta da 31ª edição foi estimular uma reflexão sobre diferentes questões, como religião, sexualidade, violência, meio ambiente, política e arte. Ao todo, entre visitas e programação paralela, foram 9.620 atendimentos. Coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), a 31ª Bienal de São Paulo em Cuiabá trouxe 49 obras de 16 artistas de diferentes partes do mundo. De acordo com coordenadora de produção, Mazé Oliveira, apesar de ter sido a primeira vez em Cuiabá, a exposição conseguiu atrair a atenção das pessoas, levando quase nove mil ao Palácio da Instrução, inclusive com participação de distantes municípios do interior. “Nas nossas fichas de avaliação, constatamos como a mostra agradou o público. A maioria traz elogios e pedidos para que a exposição retorne”. Outro diferencial da edição, explica ela, foi o engajamento dos servidores e a parceria com as secretarias de Educação do estado e municípios de Cuiabá e Várzea Grande, que apoiaram com cessão de ônibus para o transporte dos estudantes. Entre os mediadores que atuaram na exposição, Adriano Nunes, estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Ele, que se declara tímido, conta que a experiência propiciou uma desenvoltura para atender ao público que ele precisava desenvolver. “Essa interação com as pessoas foi um grande aprendizado”. E nessa troca com os visitantes, ele acredita que a 31ª Bienal de São Paulo conseguiu atingir o objetivo de transformar. “As pessoas saíam diferentes, sentindo-se provocadas de alguma forma. Houve um dia em que eu estava no ônibus e havia um grupo de estudantes comentando sobre as percepções da Bienal. Foi gratificante, fui lá, entrei na conversa e começamos a debater os temas”. 32ª Bienal de São Paulo - A edição trará o tema “Incerteza viva”, que propõe uma reflexão sobre as formas de viver com o desconhecido. A exposição será realizada de 10 de setembro a 11 de dezembro de 2016, reunindo aproximadamente 90 artistas e coletivos. E Cuiabá deverá entrar novamente no circuito cultural da arte contemporânea, integrando a programação da atividade “Dias de Estudo”. De acordo com a organização da mostra, conferências e visitas de campo de artistas e de pesquisadores serão promovidas em quatro locais escolhidos pela curadoria, entre eles a capital mato-grossense. Aqui, a ideia é tratar os temas da Bienal a partir da perspectiva dos biomas e conflitos indígenas.

Edição EDIÇÃO 16968




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