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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 11 de Maio de 2013, 12h:08

COLUNA ARTE REAL

EXOTERISMO E ESOTERISMO NA MAÇONARIA* II PARTE

AUTOR DESCONHECIDO
Especial para o diário de Cuiabá
Na verdade, a Maçonaria Francesa, dominada pelos socialistas e violentamente hostilizada pela Igreja Católica, descambou para a política e para o anticlericalismo, transformando-se numa verdadeira “associação política anticlerical”, resultando disso um cortejo de escândalos, de desvios e de irregularidades, que lhe fizeram perder o respeito e o reconhecimento das demais Potências Maçônicas. Aos poucos, e cada vez mais, o estado de relaxamento foi se acentuando. A Maçonaria Francesa contemporânea, que muitas Potências Latinas acompanharam, perdeu as suas características originais de sociedade iniciática e cultural, cuja principal finalidade era o melhoramento moral, intelectual e espiritual de seus adeptos para que, por seu exemplo e virtudes, pudessem eles influir no melhoramento moral da sociedade profana, da qual seriam os verdadeiros guias. Mas, apesar de inúmeros Maçons se terem esquecido do desbate da Pedra Bruta, da prática das virtudes tão preconizada pela Instituição, do estudo dos Símbolos, que visa o fazer-lhes encontrar o caminho para uma vida com objetivos mais elevados, de uma beneficência discreta, que dá sob o mais estrito anonimato, ainda, assim, não existe, na Maçonaria, apenas, esse tipo de Maçons, procurando transformar as Lojas Maçônicas em clubes profanos. Graças ao G\A\D\U\, muitos existem com grande sensibilidade moral em busca do Ideal iniciático, ávidos de conhecimentos realmente maçônicos, que as Lojas, transformadas em pequenos parlamentos profanos, não mais lhes ministram. Relativamente à instrução a que nos referimos, dizia Mackey, em sua “Encyclopaedia”, que data de mais de cem anos, essas palavras, que continuam válidas para o Maçom contemporâneo: “Nenhum Maçom consegue chegar, em nossos dias, a uma situação mais ou menos notável dentro da Fraternidade se não for suficientemente instruído. Se os seus estudos se limitarem, ao que ensinam em sumárias instruções da Loja, não lhe será possível apreciar, com exatidão, os fins e a natureza da Maçonaria como ciência especulativa. As instruções não passam do esqueleto da ciência maçônica. Os músculos, os nervos e os vasos sanguíneos, que devem animar este esqueleto sem vida e dar-lhe beleza, saúde e vigor, estão contidos nos comentários dessas instruções, que o estudo e as pesquisas dos escritores maçônicos proporcionam ao estudioso em Maçonaria”. A Maçonaria, que nos descrevia Mackey, de nenhuma forma, possuía o caráter de uma associação beneficente ou social, mas o de uma filosofia, de uma ciência e de uma religião, a religião do Maçom, a que tantos autores se referem, além de um sistema de moral. E é deste douto Maçom norte-americano a expressão de “ciência maçônica”, aplicada aos conhecimentos ligados à Instituição Maçônica. Dizia ele, então, em seu “Symbolism of Freemasonry”, editado em 1869, estas palavras, que soam como admoestação: “Investigando-se a evolução da Maçonaria e estudando-se os pormenores do seu sistema de simbolismo, verificou-se estar ela tão intimamente ligada com todas as épocas do mundo, que força a mente à imediata convicção de que nenhum Maçom pode esperar compreender inteiramente a sua natureza, ou apreciar o seu caráter como ciência, sem dedicar-se, com muito trabalho e assiduidade, ao estudo do seu sistema”. A perícia, que consiste na repetição fluente e precisa das instruções usuais, com obediência a todos os requisitos usuais do Ritual, ou no dar, com bastante cuidado, os meios de reconhecimento determinados, pertence, tão somente, aos rudimentos da ciência maçônica. Existe, porém, uma série de doutrinas mais nobres, às quais a Maçonaria está ligada... Elas serão a recompensa do estudioso, que se dedica à tarefa de investigá-las e um magnífico prêmio para o seu labor. A Maçonaria considerada como ciência, e não mais, como o foi por tempo demasiadamente longo, como uma simples instituição social, ocupa atualmente um lugar à parte e inconteste entre as ciências especulativas... Reconhecemos que tal estudo não é muito fácil, particularmente para o Maçom brasileiro, que não dispõe de uma bibliografia muito ampla e suficiente para os seus estudos sobre a nossa Instituição, mas relegá-lo ao completo esquecimento é, também, ir demasiadamente longe Coluna Arte real, neste espaço todos os domingos. O presente artigo pode ser encontrado em toda a sua íntegra na Revista Arte Real, uma publicação e comercialização de assinaturas da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso. www.glemt.org.br – [email protected] e [email protected] *Trabalho publicado no Centro de Estudos e Pesquisas Maçônicas Expansão da Luz.

Edição EDIÇÃO 16968




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