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ILUSTRADO
Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008, 20h:43

Especial para o Diário de Cuiabá

Ainda, esclarecimentos da Presidente-eleita, em continuação à matéria inicial neste jornal - Diário de Cuiabá -, na data de 16 último. A estrutura inicial da instituição foi o Centro Mato-Grossense de Letras, criado em 1921, o qual se transformou em AML, 11 anos após, com 24 intelectuais. Foram seus componentes: Dom Francisco de Aquino Corrêa, Ulisses Cuiabano, Philogônio de Paula Corrêa, José Raul Vilá, Virgílio Correa Filho, José de Mesquita, Ana Luiza da Silva Prado, João Cunha, Joaquim Gaudie de Aquino Corrêa, Carlos Borralho, Estevão de Mendonça, Leovegildo Martins de Mello, Lamartine Ferreira Mendes, Augusto Cavalcanti de Melo, Franklim Cassiano da Silva, Manoel Xavier Paes Barreto, Antonio Fernandes de Souza, Manoel Paes de Oliveira, Otávio da Cunha, Miguel Carmo de Oliveira Melo, José Magno da Silva Pereira, João Barbosa de Faria, Palmiro Pimenta e Cesário da Silva Prado. A esses intelectuais - preocupados com a Cultura e Literatura no Estado de Mato Grosso -, devemos a criação da respeitável Academia Mato-Grossense de Letras, que completou 87 anos em 07-09-2008. Com evoluções sucessivas, o número de Cadeiras foi aumentando até atingir 40, número atual, seguindo a federação das Academias de Letras do Brasil. Tem como lema a frase latina de origem bíblica, Pulchritudinis studium habentes, que se traduz por "Os estudiosos da beleza". Como se sabe, a Literatura é a arte de compor trabalhos artísticos em prosa ou verso e a ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LETRAS desempenha esse papel, sendo que, durante mais de 50 anos, juntamente com o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, tomou a si a produção intelectual e literária do Estado. Quando a AML completou 75 anos, em 1996, produzimos a Revista correspondente às suas bodas de brilhante, onde o leitor poderá se inteirar da amostra poética e literária de autoria dos intelectuais da época, assim como conhecer a trajetória de vida dos Patronos e dos Acadêmicos que ocupam ou ocuparam as 40 Cadeiras que constituem a instituição. O significativo legado literário produzido pela AML, leva o leitor a conhecer grande parcela da vida da Literatura de Mato Grosso, lendo a citada Revista comemorativa. Com as explicações acima, respondemos as reiteradas indagações – principalmente de jovens -, querendo saber: "o que a Academia Mato-Grossense de Letras faz?" Uma outra pergunta: "como se entra na AML?" Respondendo, o interessado deverá observar o edital para preenchimento de vaga, publicado em jornal; se interessar e estiver dentro das exigências determinadas, poderá se inscrever, apresentando sua produção literária, que será avaliada por uma comissão de três acadêmicos, devidamente sorteados. Prosseguindo, esse trio, após a apreciação, reunir-se-á e emitirá um Parecer que será enviado a todos os acadêmicos. Finalmente, convoca-se reunião extraordinária para votação secreta. O candidato deverá obter metade das votações, mais 1 voto - no mínimo – das cadeiras preenchidas. O critério é rigoroso e destacará o mérito do candidato. Atualmente, nossas cadeiras são ocupadas por 31 acadêmicos que, por ordem alfabética, são os seguintes: Adauto Dias de Alencar, Ailon do Carmo, Amini Haddad de Campos, Antonio Soares Gomes, Avelino Tavares, Benedito Pedro Dorileo, Benedito Pereira do Nascimento, Bernardo Elias Lahdo, Clóvis de Mello, Eduardo Moreira Leite Mahon, Elizabeth Madureira Siqueira, Francisco Leal de Queiroz, Gilmar Ferreira Mendes, João Antônio Neto, João Batista de Almeida, José Cidalino Carrara, José Couto Vieira Pontes, José Ferreira de Freitas, Lourembergue Alves, Luiz Orione Neto, Moisés Mendes Martins Júnior, Natalino Ferreira Mendes, Nilza Queiroz Freire, Odoni Gröhs, Pedro Rocha Jucá, Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, Tertuliano Amarilha, Ubiratã Nascentes Alves, Vera Yolanda Randazzo, Wanderlei José dos Reis e Yasmin Jamil Nadaf, Alguns são conhecidos dos jornais; entretanto, a maioria não faz parte desse noticiário, uma vez que, sua produção literária consta em livros, daí porque agradecemos este jornal - Diário de Cuiabá -, por fornecer este espaço, toda terça-feira, para a nossa Academia Mato-Grossense de Letras. Os fundadores iniciais, muito contribuíram nas primeiras discussões intelectuais, fazendo parte da evolução e dinamização do jornalismo mato-grossense, além da colaboração vigorosa na área jurídica e educacional. A sede da AML fica na rua Barão de Melgaço n.º 3.869, Centro, em Cuiabá MT. Nossa Revista de 1996 (Bodas de Brilhante), já mencionada, convida o leitor para conhecer, em detalhes, seu histórico-cultural, da Cuiabá antiga à contemporaneidade; ela apresenta os acadêmicos e sua produção literária, os quais, ao longo do tempo, vêm garantindo ao povo mato-grossense o que está acontecendo hoje: usufruir da tradicional Casa Barão de Melgaço. A partir da próxima terça-feira, virão os acadêmicos mostrando sua produção em prosa ou verso. Nilza Queiroz Freire Presidente Eleita

Edição EDIÇÃO 16967




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