ILUSTRADO
Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2012, 19h:38
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ASSALTO
Em sete minutos, ladrões levam obras de Picasso e Mondrian
Quadros foram roubados da Galeria Nacional de Arte de Atenas. Alarme chegou a ser acionado, mas seguranças não viram ladrões
Sete minutos foram necessários para que ladrões roubassem um Picasso, um Mondrian e um esboço renascentista da Galeria Nacional de Arte de Atenas na madrugada desta segunda-feira (9). Um fato sobre o qual as autoridades quase não apresentaram dados e para o qual a falta de medidas de segurança foi decisiva. Esse foi o tempo, segundo as poucas informações fornecidas pela polícia, utilizado pelo ladrão ou ladrões para entrar no edifico, pegar as pinturas e fugir do local. Embora o alarme tenha chegado a ser ativado, os funcionários de vigilância quase não conseguiram ver a pessoa que deixava o edifício às pressas. Entre as obras roubadas está "Cabeça de Mulher", pintada por Picasso em 1939. O quadro, o único do artista que ficava no museu ateniense, foi um presente pessoal ao povo grego em 1946, em reconhecimento por sua resistência contra o nazismo durante a ocupação da Grécia na Segunda Guerra Mundial. "Para o povo grego. Homenagem de Picasso. Paris, maio 1946", é o que o artista escreveu a próprio punho ao pé da obra, um óleo sobre tela de 56 por 40 centímetros. Outra obra furtada foi "Moinho" (1905), do holandês Piet Mondrian, neste roubo espetacular, o primeiro registrado pela Galeria Nacional da capital grega, um museu que acumula cerca de 16 mil obras, centradas na arte grega. A terceira peça subtraída é um desenho do italiano Guglielmo Caccia, um artista renascentista, que representa San Diego de Alcalá. Embora alguns meios de comunicação gregos tenham indicado que o modus operandi do roubo é parecido com o que em maio de 2010 foi realizado no Museu de Arte Moderna de Paris, fontes do escritório de imprensa do Ministério da Proteção ao Cidadão indicaram à Agência Efe que, apesar de algumas similaridades, não parece haver relação entre ambos os casos. Naquela ocasião foi roubado "O Pombo e as Ervilhas", de Picasso, e quatro obras de Matisse, Braque, Modigliani e Léger, estimados em cerca de US$ 636,9 milhões. Já neste caso, nem o Ministério da Cultura nem a própria Galeria Nacional quiseram apresentar dados sobre o valor das obras furtadas e os detalhes sobre o roubo. De acordo com a polícia, apesar do crime ter ocorrido na madrugada do domingo (8) para segunda-feira (9), seus autores começaram a operação horas antes. Durante toda a tarde do domingo foram provocados alarmes falsos em diferentes salas do edifício, para distrair a atenção dos guardas. Em declarações à imprensa, o ministro de Proteção ao Cidadão, Christos Papoutsis, criticou o fato de as medidas de segurança no museu serem "praticamente inexistentes". Segundo o ministro, quando soou o alarme o guarda demorou para contatar a empresa de segurança encarregada da vigilância do edifício, que por sua vez também não reagiu com rapidez. A Galeria Nacional encerrou neste domingo uma mostra de obras de nomes como Durero e Rembrandt e o museu tinha previsto permanecer fechado por uma longa temporada devido às obras de ampliação das instalações. (Com Assessoria)