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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025, 07h:30

FILMES

Documentário e curtas de Glauber Rocha serão restaurados em 4K

BNDES aprovou R$ 2 milhões para custear restauro de três filmes, que serão exibidos em festivais; Banco de fomento também vai custear catalogação e digitalização de itens de acervo do Instituto Vladimir Herzog

Da Folhapress - Rio

O BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, anunciou a aprovação de R$ 2 milhões para restaurar, em resolução 4K, três filmes da obra do cineasta Glauber Rocha, cujo acervo está sob guarda da Cinemateca Brasileira.
Os filmes que passarão por restauração são o documentário "História do Brasil" (1974) e os curtas "Amazonas, Amazonas" (1966) e "Di Glauber" (1977), também conhecido como "Di Cavalcanti Di Glauber", no qual o cineasta filmou o velório do pintor.
A imagem mostra um homem com cabelo cacheado e uma jaqueta verde, gesticulando com as mãos enquanto fala. Ao fundo, há uma escadaria e uma construção arquitetônica. Uma mulher com cabelo solto e um casaco escuro está sorrindo e caminhando ao lado dele. O ambiente parece ser uma praça ao ar livre, com piso de pedras.Glauber Rocha e Juliet Berto, em Roma, no filme 'Claro', de 1975 - Caio Brito/Arquivo Cinemateca BrasileiraEm novembro do ano passado, o banco já havia anunciado o aporte para "História do Brasil" e "Amazonas, Amazonas", através da Lei Rouanet. "Di Glauber" entrou como um novo projeto.
O dinheiro do BNDES será destinado à Box Cultural, produtora brasileira. O restauro é feito, segundo o banco, em padrão que mantém as cópias fiéis aos negativos originais.
A guarda do acervo de Glauber Rocha está atualmente na Cinemateca, que deve ganhar novas cópias dos filmes restaurados. O objetivo é que, após a restauração, as obras sejam exibidas em festivais no Brasil e no exterior. Também devem entrar em exibição na mostra BNDES Glauber Rocha, em São Paulo.
"Amazonas, Amazonas", o primeiro filme em cores de Glauber, está com fungos. "História do Brasil" foi produzido em Cuba, durante exílio de Glauber.
O BNDES anunciou também aporte de R$ 7,9 milhões para o Instituto Vladimir Herzog. O dinheiro deve ser usado para organizar, catalogar e criar projetos de difusão dos 13.840 itens de acervos sob o guarda-chuva do instituto, especialmente o acervo Memórias da Ditadura.
Os itens devem ser traduzidos para inglês e espanhol e disponibilizados na internet, com banco de dados e catalogação digital. A catalogação no banco de dados deve incluir marcadores sociais de raça e gênero.
"O apoio contribui para o fortalecimento de uma cultura de respeito à democracia, que esteve em um passado muito recente sob risco no Brasil, e aos direitos humanos. E com o restauro das obras de Glauber Rocha, o Banco ajuda a difundir e a democratizar o acesso do público à cultura e à história do cinema nacional", afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.


Edição EDIÇÃO 16967




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