"Cinco Alternativas de Menos de Um Minuto" (Consuelo de Castro), "Cem Anos em Um Minuto" (Gustavo Fioratti) e até "Édipo Rei em Um Minuto" (Marici Salomão). Cinqüenta e um dramaturgos aceitaram o desafio proposto pelos Parlapatões para escreverem textos teatrais que durassem exatamente um minuto. Histórias engraçadas, dramáticas e absurdas que, em sua maioria, tratam sobre as relações humanas foram reunidas em um único espetáculo e serão encenadas pela trupe de palhaços. Seis diretores, entre eles Gustavo Machado e Marcelo Rubens Paiva, foram convidados pelo coordenador do Festival de Peças de Um Minuto, Hugo Possolo, e encenam cada um, em média, oito peças. "Desde os anos 80 tenho vontade de fazer peças curtas", diz Possolo. "O primeiro texto que pensei em montar foi 'O Capitalismo Reacionário', do Millôr Fernandes, que apresenta o encontro do empregado com o patrão: Patrão, eu queria lhe falar seriamente. Há 40 anos que trabalho na empresa e até hoje só cometi um erro, ao que o Patrão responde: Está bem, meu filho. Mas de agora em diante tome mais cuidado." Outras fontes também serviram de inspiração ao Festival de Peças de Um Minuto, como o Festival do Minuto criado em 1991 por Marcelo Masagão. A 1ª edição do Festival de Peças de Um Minuto conseguiu traçar um pensamento comum entre os dramaturgos. "O tema era livre e, no entanto, notamos que os textos sintetizam o que cada autor pensa sobre o teatro", analisa o ator e coordenador do evento.