Um livro não chega ao status de clássico por vender bem. Nem sobrevive 300 anos sem um conteúdo forte. O livro do escritor anglo-irlandês Jonathan Swift foi originalmente publicado em 1726 e alterado com adendos em 1735. Desde a primeira semana de lançamento alcançou crítica e público, sendo lido como informa John Gay, amigo do escritor em carta da época, do conselho de ministros ao berçário. Todos os livros se esgotaram já na primeira semana e desde então, nunca ficou sem reimpressão. O título original Travels into Several Remote Nations of the World, in Four Parts. By Lemuel Gulliver, First a Surgeon, and then a Captain of several Ships foi resumido em português para Viagens de Gulliver. A obra é dividida em quatro partes: Uma Viagem a Lilliput (parte adaptada para o filme), Uma Viagem de Brobdingnag; Uma Viagem a Laputa, Balnibarbi, Luggnagg, Glubbdubdrib e Japão, e na parte quatro, Uma Viagem ao País do Houyhnhnms. O livro trata de maneira satírica as relações humanas, políticas e religiosas. Algo muito profundo para um filme de verão, realmente.