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ILUSTRADO
Quinta-feira, 08 de Fevereiro de 2007, 19h:51

SESSÃO PIPOCA

Cinéfilos têm boas opções

Quatro novidades aportam pelos cinemas da cidade oferecendo um cardápio interessante e variado. Programe-se. Há bons títulos em cartaz

Estréias bem ecléticas acontecem neste final de semana nas telas da capital. Um dos mais esperados é o drama (com sutis pitadas de comédia), “A Rainha”. A idéia de contar a reconexão que o primeiro-ministro britânico Tony Blair tem que fazer entre Elizabeth II e seu povo, logo após a morte da princesa Diana, foi escrita por Peter Morgan, escritor que agora começa a invadir as telas do cinema com novos trabalhos como "The Other Boleyn Girl" e "The Last King of Scotland". A direção ficou a cargo de Stephen Frears, o cultuado diretor de "Alta Fidelidade". Quando as notícias da morte de Princesa Diana, sem dúvida uma das mulheres mais famosas do mundo, foram dadas e chocaram e desacreditaram o público britânico, Sua Majestade isolou-se atrás das paredes do Castelo Balmoral junto com sua família, incapaz de compreender a resposta do público, não só britânico, mas mundial, a esta tragédia. Para Tony Blair, o popular e recentemente eleito como Primeiro Ministro, o povo precisava de uma tranqüilização e o apoio dos seus líderes tinha que ser real. Em um show de emoções sem precedentes que cresciam cada vez mais, Blair se vê na posição de elo entre a família real e os ingleses. O filme concorreu no Festival de Veneza e foi indicado a quatro prêmios, ganhou três: FIPRESCI para Stephen Frears, O Osella de Ouro para melhor roteiro e a Taça Volpi para melhor atriz, Helen Mirren. Já para quem gosta de ação a pedida é “Apocalypto”, de roteiro, produção e direção de Mel Gibson. Jaguar Paw (Rudy Youngblood) levava uma vida tranquila, que foi interrompida devido a uma invasão. Os governantes de um império maia em declínio acreditavam que a chave para a prosperidade seria construir mais templos e realizar mais sacrifícios humanos. Jaguar é capturado para ser um destes sacrifícios, mas consegue escapar por acaso. Agora, guiado apenas pelo amor que sente por sua esposa e pela filha, ele realiza uma corrida desesperada para chegar em casa e salvar sua família. Cinema brasileiro – Das produções nacionais estréia, oriundo da série global, o filme “Antonia”. A direção, roteiro e produção são de Tata Amaral. A estória se passa na Vila Brasilândia, periferia de São Paulo, quatro jovens mulheres negras batalham pelo sonho de viver de sua música. Amigas desde a infância, Preta (Negra Li), Barbarah (Leilah Moreno), Mayah (Quelynah) e Lena (Cindy) deixam os backing vocais do conjunto de rap de homens para montar seu próprio grupo, Antônia. Descobertas pelo empresário Marcelo Diamante (Thaíde), elas começam a cantar rap, MPB, pop e soul em bares e festas de classe média. Mas quando o sonho de fazer algo da vida parece tomar corpo, as viradas de um cotidiano marcado pela pobreza, pela violência e pelo machismo ameaça o grupo. Pré-estréia – Há ainda uma pré-estréia esta semana. Trata-se da comédia “Borat”. Sacha Baron Cohen não é um nome muito familiar no Brasil, mas quem gosta de comédia inteligente há de conhecer. Britânico branco, judeu e rapper, ele ficou famoso no mundo todo com o programa "Da Ali G Show", da HBO. É também a estrela do clipe "Music", da Madonna, e do filme "Ali G Indahouse" (de 2002). Cohen deve ficar mais conhecido no Brasil com Borat, longa baseado em um de seus personagens mais conhecidos no Reino Unido e EUA. Borat é um jornalista cazaque fictício enviado para os Estados Unidos para aprender mais sobre a cultura do país e depois reportar para o Cazaquistão. O título completo do longa: "Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan", quer dizer algo como "Borat: Aprendizado da Cultura da América para Fazer um Glorioso Benefício ao Cazaquistão". Esta é apenas a primeira de muitas ironias presentes no filme. Antes mesmo da estréia oficial, Borat vem causando muita polêmica, principalmente nos Estados Unidos e no Cazaquistão.

Edição EDIÇÃO 16968




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