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ILUSTRADO
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008, 20h:11

FESTIVAL

Chapada vai sediar muitas exposições

Evento que começa no próximo final de semana vai ter várias mostras que combinam artes plásticas com fotografia, arquitetura e artesanato

O DC Ilustrado já registrou e volta a informar: nem só de música vive o Festival de Inverno. Com a idéia sendo plantada este ano sobre um Esoturismo no eixo do meridiano W55, a secretária de Turismo, Cultura e Meio Ambiente, Emyle Pellegrim, destaca a participação dos arquitetos em uma exposição que vislumbra a Rota W55 em projetos arquitetônicos. Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Mário Correia, Benedito Libânio Neto, José Afonso Botura Portocarrero e Edmilson Eid, entre outros, compõem a Exposição de Projetos Arquitetônicos – "Avança Turismo: Estruturação da 'Rota W55'" em Chapada dos Guimarães. A exposição, explica Emyle, propõe uma reflexão sobre projetos arquitetônicos e de engenharia para a região de Chapada dos Guimarães dentro de uma perspectiva histórica. A valorização desta história e dos aspectos turísticos do município são a ênfase da mostra, que será instalada no Centro de Atendimento ao Turismo e apresenta propostas para investimento nesta nova rota turística: Rota W55 (meridiano oeste, cinqüenta e cinco graus). O meridiano começa um pouco antes do Rio dos Peixes, em Cuiabá, e termina na Cachoeira da Fumaça, em Jaciara, incluindo as águas termais da Serra de São Vicente. Além desta a secretária também destaca o reencontro ou a celebração dos vinte anos da “Carta do Coração da América”. Em 1988, um grupo de artistas visuais do Centro-Oeste brasileiro se reuniu, durante o 4º Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, e lançou o Movimento Nacional de Artistas pela Natureza. Já naquela época, pintores, escultores e fotógrafos davam um grito de alerta contra a degradação do nosso cerrado e da Amazônia. A exposição "20 Anos da Carta do Coração da América" – uma referência ao documento redigido pelos integrantes do movimento – faz agora um reencontro das obras daqueles artistas. O Movimento Nacional de Artistas Pela Natureza reuniu: Athos Bulcão, Rubens Valentin, Rômulo Andrade, Ralph Gehre, os quatro do Distrito Federal; Humberto Espíndola, Jonir Fiqueiredo, Henrique Spengler, Grupo de Unidade Guaicuru, todos de Mato Grosso do Sul; os goianos Antonio Poteiro, Siron Franco, Mirian Pires, Fernando Costa Filho; e os mato-grossenses Dalva de Barros, Adir Sodré, Bené Fonteles, Gervene de Paula, Miguel Penha, Mati Vitart, Jonas Barros, Hamilton Leitão, Marta Catunda, Maurílio Barcelos, Sérgio Henrique, Mário Friedlander, José Maurício e Nilsom Pimenta de Mato Grosso. E contou ainda com a solidariedade de uma convidada especial, a cantora e compositora Tetê Espíndola. Todos esses artistas redigiram e assinaram a "Carta”, que em um de seus trechos diz: "Se é uma utopia o que queremos, então que ela seja aqui, no Coração da América do Sul, no meio do Mato Grosso, uma forma de não nos omitirmos, mas darmos uma contribuição real para a harmonia de toda a Terra". "A exposição de artes visuais proposta para o Festival de Inverno não tem o perfil ativista dos manifestos e atos públicos que eram realizados pelos artistas na época em defesa da natureza, mas sim, propõe uma amostragem de arte, do conjunto ou de parte da obra dos artistas que participaram do movimento, agregando outros com discurso favorável a defesa da natureza", completa Emyle Pellegrim. Esta exposição acontece no Museu Casa de Guimarães – Sala da Memória. Exposições Ao todo são cinco mostras. As outras três são: Exposição de Fotografias – "Poética dos Festivais"; Exposição de Fotografias – "Chapada dos Guimarães Jardim do Cerrado" e Artesanato – Artesãos da Chapada e da Baixada Cuiabana. As exposições permanecem abertas das 10 às 22 horas nos dias 29, 3, 4, 5 e 6, e das 14 às 22 horas nos dias 30, 1º e 2.

Edição EDIÇÃO 16960




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